
Quando o assunto é o pagamnto dos precatórios do Fundef, não existe sororidade entre a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e a sindicalista Veraluza Nogueira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTEST).
O final de semana foi de rusgas em torno do assunto, após uma reunião desastrosa que envolveu o sindicato e alguns parlamentares, além do governo petista. Mas, ontem (domingo), o clima de tensão cresceu após uma dura nota emitida pelo Sintest, que acusa o governo Márcia de criar entraves, e não querer pagar o que é de direito.
“É o município que, neste momento, está tentando interferir no direito dos profissionais ao recebimento dos 60% dos precatórios, valor que já foi reconhecido”, diz um dos trechos da nota.
Não há sinal de trégua na ‘batalha’ com as duas protagonistas. Leiam, na íntegra, a dura nota emitida nesse domingo pelo sindicato:
NOTA OFICIAL DO SINTEST SOBRE OS PRECATÓRIOS
Informamos que a questão referente aos precatórios já foi devidamente apreciada pela Justiça, que reconheceu o direito dos beneficiários e determinou o pagamento dos valores devidos.
No que se refere aos precatórios, é importante esclarecer que, neste momento, recorrer novamente à Justiça pode acabar interferindo no andamento do processo, uma vez que o Poder Judiciário já cumpriu o seu papel na decisão da causa.
A questão atual não se encontra mais no âmbito da Justiça, mas sim na esfera administrativa do município. É o município que, neste momento, está tentando interferir no direito dos profissionais ao recebimento dos 60% dos precatórios, valor que já foi reconhecido.
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Portanto, a luta agora não é contra a Justiça, mas pela garantia de que o município respeite o direito aos 60% dos precatórios destinados aos profissionais.
Diante disso, esclarecemos que, neste momento, a demanda não se dirige ao Poder Judiciário, que já cumpriu seu papel legal no processo. A atual etapa da luta e das reivindicações concentra-se junto ao Município, responsável por adotar as providências necessárias para efetivar o pagamento e garantir o cumprimento da decisão judicial.
Reafirmamos o compromisso de continuar acompanhando a situação com responsabilidade e transparência, buscando os meios legais e institucionais para assegurar que os direitos reconhecidos sejam plenamente respeitados.
Veraluza Nogueira de Lima e Silva
Presidente
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