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Fotos: Farol de Notícias / Alejandro García

Solidão e esquecimento. Esse é o cenário de fim de ano de boa parte dos idosos residentes do Abrigo Ana Ribeiro em Serra Talhada. Em mais uma reportagem especial de Natal, o FAROL DE NOTÍCIAS visitou o abrigo para saber como os idosos passariam as festas de fim de ano. Em conversa com os os simpáticos senhores e senhoras descobrimos que por traz de sorrisos doces há saudades e lembranças das ceias natalinas junto com a família. De acordo com a coordenadora da instituição, Ângela Santana, o maior presente de Natal que os idosos poderiam ganhar era a companhia e o carinho da comunidade serra-talhadense.

Um dos que sempre passam o Natal longe da família é Lourival Dias, 90 anos, natural de Campina Grande, veio ainda criança para a cidade e mora no abrigo há três anos. “Tenho dois filhos, mas nem sei mais onde estão. Nunca vieram me visitar, fico sozinho. Não estou feliz, preferia na minha casinha que era acolá. De Natal queria uma antena para assistir futebol”, pediu seu Lourival. Já dona Eliete Bezerra, de 79 anos, é serra-talhadense e contou que ficou viúva e também perdeu um filho, mas vê os companheiros do Ana Ribeiro como sua própria família. “Sempre passo o Natal aqui, eu me sinto feliz, para mim nós somos irmãos”, disse a senhora.

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Dona Amara se tornou amiga da reportagem do FAROL e nos ajudou a entrevistar os demais idosos do Ana Ribeiro

Alguns deles já com a memoria nevoada pelos anos vividos se atrapalham nas contas, mas sabem bem o que é não ter a companhia dos entes queridos. “Eu acho que já passei dois Natais aqui, não sei mais não minha filha. Eu vou passar o Natal aqui, porque se não for eu não sei onde para onde é que eu vou”, disse dona Maria Luiza, de 84 anos, natural de Fortaleza-CE. Amara Rita da Conceição, de 78 anos, nasceu em Bezerros e achou-se no destino de ir para o abrigo. “Não tenho mais nenhum filho, tenho neto e bisnetos. Estou aqui há 12 anos e todo Natal passo aqui. Tem uns que vem visitar, mas é difícil. Uma neta minha que nunca veio”, relatou dona Amara.

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É perceptível que a principal carência dos moradores do Abrigo Ana Ribeiro é afeto e atenção. Apesar dos cuidados de toda a equipe que trabalha em prol de manter a instituição, os idosos sentem falta de mãos amigas e o carinho da família. “Sempre vem alguém para comemorar com eles a noite nos dias de Natal, nessa quinta (23) vieram um grupo, mas não são familiares, são pessoas da comunidade, o pessoal da igreja”, relatou a coordenadora. Na próxima segunda-feira (28), às 19h acontece o Natal do Abrigo Ana Ribeiro, colabore levando um dos pratos da ceia de Natal, mas principalmente doe um pouco de tempo e carinho para os idosos da nossa cidade.

DSC_0214“Sempre vem alguém para comemorar com eles a noite nos dias de Natal, mas não são familiares, são pessoas da comunidade, o pessoal da igreja”, explicou a coordenadora, Ângela Santana

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