Publicado às 16h30 desta sexta-feira (16)

Ele é o responsável por uma Ação Popular que reivindicou e conseguiu reduzir, até segunda ordem, os salários de R$ 17 mil para R$ 12 mil do prefeito Luciano Duque, de R$ 8.500 para R$ 6 mil do vice-prefeito Márcio Oliveira e de R$ 7.500 para R$ 3.600 dos secretários do governo. Advogado nascido na terra do Mestre Vitalino, atualmente reside em São Caetano, no Agreste.

Um auto-declarado inconformado com o vagaroso rito judicial no país, este advogado vem travando batalhas Pernambuco a fora, acumulando admiradores e desafetos, numa luta solitária em cidades também de outras regiões do Brasil. Apesar disso, parece viver um estranho paradoxo: se diz um “desiludido com a Justiça”, quando acaba promovendo-a em benefício do interesse público.

CONHEÇA – ANDRÉ TADEU DA MOTA FLORÊNCIO

FAROL – Quem é André Tadeu da Mota Florêncio?

DR. ANDRÉ – Sou advogado registrado na OAB – PE 28.182, natural da cidade de Caruaru – PE, atualmente com domicílio no município de São Caetano – PE.

FAROL – O senhor conhece Serra Talhada? Por que escolhê-la para mover uma Ação Popular com este objetivo?

DR. ANDRÉ – Grande parte das localidades onde foram acionadas as Ações Populares promovidas no estado de Pernambuco sequer às conheço. O mesmo ocorre com as demais localidades, como cito Santa Maria, Porto Alegre, Gramado, Santos e Blumenau, tomando como exemplo. A motivação decorre da minha insatisfação com a falta de celeridade processual relativo aos vários processos no qual sou o patrono. Confesso a minha desilusão com a Justiça.

FAROL – Então, o que realmente o motiva a tentar fazer a Justiça funcionar nestes casos?

DR. ANDRÉ – Cansado da pressão a qual venho submetido, passei a dar uma atenção toda especial a atuação dos agentes políticos, nos vários aspectos pertinentes as suas atribuições. Não possuo apenas, caro jornalista, ações populares com intuito de reduzir os subsídios dos agentes políticos. E, sim, outras com importância ainda maior, como por exemplo a redução do número da composição de Câmaras Municipais.

FAROL – Em quais municípios o senhor já conseguiu este feito, de diminuição de vereadores?

DR. ANDRÉ – Santa Cruz do Capibaribe, Taquaritinga do Norte e São Caetano. Além de uma impugnação ao decreto municipal de Caruaru – promovida pela atual prefeita, com intuito de majorar a tarifa de transporte coletivo. Da mesma forma, [sou responsável pela] impugnação ao contrato de empréstimo na ordem de R$ 83 milhões firmado entre o Município de Caruaru e a Caixa Econômica Federal.

FAROL – Além de Serra Talhada, onde mais o senhor já obteve êxito com estas ações?

DR. ANDRÉ – Já obtive êxito em algumas cidades, como São Caetano com a redução dos subsídios de vereadores e secretários municipais; em Santa Cruz do Capibaribe com a redução dos subsídios de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores; em Ipojuca também com a redução dos subsídios de prefeito, vice, secretários e vereadores e em Garanhuns com a redução dos subsídios dos secretários municipais.

FAROL – Por certo, o senhor deve amargar a demora por respostas em mais sentenças, há quanto tempo essa espera?

DR. ANDRÉ – As demais localidades não há um posicionamento do Poder judiciário, lamentavelmente. Há comarcas em que o processo se encontra paralisado há mais de seis meses sem movimentação, em outras aguardando o impulso do Magistrado. Só para você do Farol de Notícias ter uma ideia, estou aguardando há mais de um ano a apreciação do pedido de liminar junto às comarcas de Nazaré da Mata, Petrolina, Garanhuns e Caruaru.

FAROL – Daí seu sentimento de indignação? Foi essa lentidão que o motivou a agir de outra forma?

DR. ANDRÉ – Diante do exposto, passei senhor jornalista, a procurar e investigar se em outras localidades fora do Estado de Pernambuco ocorriam os mesmos enganos jurídicos praticados pelos Agentes políticos em Pernambuco. Para minha surpresa, sim. Com intuito de esclarecer, a curiosidade patente pertinente aos honorários sucumbências, confesso assim como informo, não recebi até hoje qualquer verba a título de honorário advocatícios concernentes a essas ações populares.

FAROL – Como assim? 

DR. ANDRÉ –  Explico: que toda ação cível deve constar o valor da causa, mesmo se tratando da Ação Popular. Consequentemente, surge a possibilidade de recebimento dos honorários. Afirmo que essa questão não me perturba, inclusive no município de Santa Cruz do Capibaribe me comprometi publicamente a doá-los. Para encerrar, senhor jornalista, sim, faço votos que as minhas ações venham prosperar e obter o êxito aguardado.

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