Do Exame

 

O chinês-canadense Changpeng Zhao perdeu 69 bilhões de dólares desde o início de 2022, segundo informações da Bloomberg. Ele é o fundador da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, e teve sua fortuna afetada pela queda no setor nos últimos meses.

Com esse tombo, CZ, como ele é conhecido, foi o bilionário que mais perdeu dinheiro em 2022. Ainda assim, ele continua muito rico. De acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg, CZ tem uma fortuna de 26 bilhões de dólares, e ocupa hoje o 46º lugar na lista dos mais ricos do mundo – ele chegou a ficar na 11ª posição em janeiro, quando tinha um patrimônio de 96 bilhões de dólares.

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CZ nasceu na China e se mudou para o Canadá com a família ainda jovem. Na adolescência, chegou a trabalhar como atendente do McDonald’s. Ele se formou em ciência da computação e passou a trabalhar no mercado financeiro.

Em 2013, teve contato pela primeira vez com o conceito de criptomoedas e se interessou pelo tema. A empolgação foi tamanha que, em 2014, ele vendeu seu apartamento em Xangai e aplicou o dinheiro em criptomoedas. Na época, o preço do Bitcoin caiu de US$ 600 para US$ 200, e CZ perdeu um bom dinheiro. Ainda assim, manteve sua aposta.

Em 2017, ele fundou a Binance, uma correta que nasceu com a proposta de trabalhar apenas com criptoativos e se tornou a maior do mundo no segmento. Para lançar a empresa, ele fez uma ICO (oferta incial de criptomoedas, semelhante ao IPO de uma empresa) da Binance Coin (BNB), a criptomoeda da Binance. Conseguiu com isso arrecadar 15 milhões de dólares.

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Hoje a Binance oferece mais de 600 criptomoedas e tinha mais de 90 milhões usuários ao final de 2021, de acordo com dados da Bloiomberg. No entanto, ela também já foi alvo das autoridades financeiras em países como Estados Unidos, Japão e Alemanha, e chegou a ser banida do Reino Unido em junho do ano passado.

A empresa tem uma presença conturbada no Brasil. No início do mês, o Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a determinar o bloqueio de mais de 450 milhões de reais oriundos de transações de criptomoedas mantidos em contas do Banco Capitual, instituição que intermediava saques e depósitos entre a Binance e seus clientes brasileiros.

A decisão é parte de uma batalha jurídica entre a corretora e o Capitual em torno do cumprimento das regras do Banco Central a respeito da identificação dos usuários da corretora.