Publicado às 06h25 desta sexta-feira (7)

Por Giovanni Sá, editor-geral do Farol

Após ‘desentupir’ o canal fecal, e ter alta médica, o presidente da República, Jair Bolsonaro, do Centrão, voltou a fazer o que melhor gosta: defecar asneiras em público e confrontar a ciência, mesmo sem qualquer embasamento. Ontem (quinta-feira), o presidente concedeu entrevista a TV Nova Nordeste, de Recife, sapecou duras críticas ao processo de vacinação, liberado há mais de 20 dias pela Anvisa, para crianças de 5 a 11 anos. O detalhe é que mais de trinta países espalhados pelo mundo já vacinam seus pequenos, sem maiores consequências.

“Você tem conhecimento de alguma criança que tenha morrido de Covid? Eu não tenho”, sapecou o alienado Bolsonaro, desconhecendo os números do seu próprio governo. Segundo o Ministério da Saúde, houve 308 mortes nesta faixa etária em razão do coronavírus.

Achando ainda pouco, o presidente do Centrão atacou quem defende o passaporte vacinal, rotulando todos de ‘taradões da vacina’. Neologismo bem o rosto do presidente. Talvez, Bolsonaro ataque os ‘taradões’ para tentar blindar os esquemas de ‘rachadinhas’ que espalham suspeitas sobre a prática familiar do clã, que tem medo do assunto, tal vampiro à luz do sol.

Melhor atacar os ‘taradões da vacina’ do que vir à tona os gastos dos cartões corporativos. O depósito de R$ 89 mil na conta de Dona Michele, o fantasma Queiroz, a força e o poder das milícias no Rio de Janeiro e por ai vai. Difícil é o amante da rachadinha ter uma palavra de apoio aos familiares das 308 famílias que perderam seus filhos, por covid-19, na faixa etária de 5 a 11 anos. E tenho dito!

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