
Por Giovanni Sá, editor-geral do Farol
O poeta João Cabral de Melo Neto criou a expressão ‘ave-bala’, comparando o projétil a uma ave de rapina, porque ambas voam. As ‘balas’ de Melo Neto eram ditas ‘perdidas’, numa situação bem diferente em Serra Talhada. Aqui as balas já saem sob encomenda, com endereço certo, mas que podem desviar para qualquer um de nós.
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Já somamo catorze homicídios este ano, e ontem (terça-feira), a tentativa de homicídio que atingiu o serra-talhadense Jerry Pereira, em pleno final da tarde, no bairro Bom Jesus, é a certeza que uma espécie de ‘sindicato do crime’ vem atuando na capital do xaxado.
As reuniões do sindicato traçam planos traiçoeiros e já atingiram inocentes no município. A moeda principal utilizada pelos matadores é a vingança, que para alguns, não tem preço. Porém, o sentimento de medo começa a crescer nas ruas de Serra Talhada, numa espécie de quem será a ‘próxima vítima’.
Estamos ficando acuados pelo sindicato do crime, isso não é bom e precisa de respostas dos aparelhos de estado. Não queremos contar mortos, queremos respostas e paz!
Já comentei antes e reitero, que a presença de uma Força Tarefa Polícial que aporte em Serra Talhada, para dar combate ao sindicato do crime, se faz necessário. Estamos reféns do medo. Empresários e trabalhadores já foram mortos, e o silêncio não serve como resposta.
2 comentários em O Sindicato do Crime avança em Serra Talhada e a sociedade cobra respostas