Moradores da Rua Elias Aprígio de Souza e de outras duas vias do bairro Quitandinha, em Serra Talhada, procuraram a reportagem do Farol de Notícias nesta terça-feira (22), para denunciar os transtornos provocados por uma obra de pavimentação iniciada em julho.
Segundo os relatos de Rafaela Meirelles Silva Bezerra, a intervenção deixou ruas, calçadas e acessos às residências danificados, além de provocar uma grande quantidade de poeira.
Com a previsão de conclusão da obra somente para 2027, os moradores cobram medidas provisórias e urgentes para reduzir os impactos enquanto aguardam a finalização dos serviços.
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Leia o texto na íntegra:
“ATÉ QUANDO VAMOS ESPERAR?”
Em meados de julho, a Prefeitura iniciou a intervenção em nossa rua, Elias Aprígio de Souza e em mais duas outras ruas, no bairro Quitandinha. Nós, moradores, recebemos a notícia com entusiasmo. Finalmente, os buracos seriam resolvidos e teríamos uma rua digna para morar. Máquinas chegaram, o revestimento antigo foi retirado e todos acreditamos que, em pouco tempo, teríamos uma melhoria.
Mas o que aconteceu depois transformou a situação em algo muito pior. Rampas foram quebradas, calçadas foram danificadas e muitos moradores passaram a não ter sequer condições de guardar seus carros e motos. E, hoje, mais de dois meses depois, aquilo que antes era uma rua esburacada se transformou em um verdadeiro cenário de abandono.
A quantidade de poeira é absurda. De longe, é possível ver a rua tomada por uma nuvem branca. É pó dentro das casas, nos quartos, nas roupas do varal, nos móveis, em todos os cômodos. Um pó fino, semelhante a cimento, que a vassoura não consegue conter. Depois de reclamações foi colocado uma camada de óleo sobre o pó de pedra. Porém, com o passar dos dias, esse material se desprendeu e o problema voltou e agora com ainda mais poeira e não estamos falando apenas de desconforto.
Temos idosos com problemas respiratórios, crianças e animais sofrendo com a poeira e moradores enfrentando problemas de saúde. Meu próprio filho já teve duas crises asmáticas nesse período. Não conseguimos manter a casa limpa. Quem tem criança pequena não consegue sequer deixá-la brincar no chão. Além disso, a retirada dos quebra-molas e a situação atual da via fizeram com que carros e motos trafeguem em alta velocidade, transformando uma rua residencial em uma verdadeira pista, aumentando o risco de acidentes.
E agora, para completar, uma placa foi instalada no início da rua e informa que a previsão da obra é 2027. A nossa pergunta é simples:
“ATÉ 2027, COMO VAMOS VIVER ASSIM?”
Nós não somos contra a obra. Pelo contrário. Nós queremos a obra, queremos uma rua segura, pavimentada e digna. O que pedimos é que a Prefeitura olhe para os moradores que estão vivendo diariamente dentro dessa situação e encontre uma solução agora, enquanto a obra definitiva não é concluída. Não estamos pedindo luxo. Estamos pedindo condições mínimas para morar em nossas próprias casas. Nossa rua precisa de uma solução provisória, segura e urgente. Porque não é justo transformar a vida de tantas famílias em um problema que só será resolvido sabe-se lá quando.
