Imagem: Pixabay
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Com informações do FolhaPE

A intensa onda de calor que atingiu a Europa no fim de junho provocou mais de 3 mil mortes adicionais na França e na Bélgica, segundo balanços provisórios divulgados nesta sexta-feira (3). As autoridades ainda alertam para uma nova elevação das temperaturas nos próximos dias.

De acordo com meteorologistas da World Weather Attribution, o episódio foi um dos mais severos já registrados para o mês de junho na Europa e teria sido praticamente impossível sem a influência das mudanças climáticas.

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Uma análise da AFP aponta que cerca de 410 milhões de pessoas — aproximadamente dois terços da população europeia — enfrentaram temperaturas superiores a 35°C em pelo menos um dia entre 15 e 30 de junho.

Na França, a agência nacional de saúde registrou 2.025 mortes adicionais na última semana, um aumento de quase 30% em relação ao período anterior. O órgão ressalta que o número pode ser ainda maior, já que a estimativa considera apenas os certificados eletrônicos de óbito, que representam pouco mais da metade dos registros do país.

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Na Bélgica, o governo informou um crescimento de 39% na mortalidade entre 18 e 29 de junho, com 1.222 mortes a mais no período.

Os idosos foram os mais afetados. Na Bélgica, quase metade das vítimas tinha 85 anos ou mais. Na França, embora tenha sido observado aumento de óbitos entre pessoas de 45 a 64 anos, a maior parte das mortes ocorreu entre a população com mais de 65 anos.

Além do impacto na saúde, o calor extremo agravou problemas como seca, incêndios florestais e perdas agrícolas. No sul da França, bombeiros seguem combatendo focos de incêndio que já destruíram cerca de 950 hectares de vegetação.

Na Itália, a região do Vêneto decretou estado de emergência devido à seca, enquanto a Lombardia monitora os efeitos da escassez de água sobre a produção agrícola.

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