Às vésperas do início do ano letivo em Serra Talhada trago à tona um debate que foi jogado debaixo do tapete pelas autoridades constituídas e pelas famílias da Capital do Xaxado: a venda de bebidas alcoólicas em frente a estabelecimentos de ensino. No ano passado, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lançou uma determinação proibindo a venda das bebidas a 100 metros das escolas. Em Serra, o MP convocou proprietários dos bares para uma reunião na Câmara Municipal, falou das possíveis punições e estabeleceu prazos. Na prática, nada aconteceu.

Serra Talhada hoje parece ser um território livre e aberto para o uso de álcool entre menores, tem presença garantida nas salas de aula de algumas escolas. Estou cansado de testemunhar ‘roda de estudantes’ que traçam uma latinha de aguardente para em seguida tentar aprender a lição nos bancos escolares. Como também estou cansado de ouvir testemunho de professores que confessam estar impotentes diante do fenômeno. Muitos sentem-se ameaçados pela  fúria dos mais afoitos, que movidos pelo álcool, até ousam questiona, com violência a autoridade dos mestres.

As aulas recomeçam neste final de mês e não há qualquer sinal de que haverá mudanças. Seria necessário que, a sociedade civil organizada e as famílias de Serra Talhada se mobilizem antes que esse quadro se agrave. Não dá para continuar fazendo ‘jogo de cena’ achando que o problema é menor ou inexistente. Que passemos a agir como um FAROL, iluminando e encontrando soluções para este dilema. E sem deixar de acreditar no Ministério Público de Serra Talhada.

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