paulo césarPor Paulo César Gomes, escritor e professor serratalhadense

O advogado e pré-candidato a prefeito de Serra Talhada, Waldemar Oliveira (PR), tenta esboçar entusiasmo com relação à uma possível vitória na campanha do próximo ano. Conta a seu favor a campanha positiva de alguns blogs locais e o desgaste crescente da gestão do prefeito Luciano Duque. No entanto, Waldemar ainda engatinha com relação à se firmar como o principal nome da oposição para enfrentar Duque, ainda mais que dois fatores importantes pesam contra ele.

O primeiro é o fato de ser totalmente desconhecido na sua terra natal, o que facilmente lhe levaram a ganhar o rótulo de forasteiro. Essa situação foi imposta ao seu irmão, Sebastião Oliveira, em 2012, e o secretário teve imensa dificuldade de fugir dela.

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Comentava-se na época, que Sebastião por não conhecer a zona rural do município, teria se perdido quando se dirigia a uma determinada comunidade. Claro que isso é uma história criada pelos adversários, porém, quando episódios como esse caem nos ouvidos da população fica praticamente impossível explicar que o candidato é de fato um nativo, ainda mais quando se entra em uma disputa fazendo campanha nos finais de semana, como já aconteceu há três anos.

Outro fato que deve preocupar Dema é a constante cooptação de aliados pelo grupo do prefeito, o que merece outra reflexão além do fato da barganha que Duque vem fazendo para conseguir novos aliados – trocando cargos na administração por apoio político -.

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É preciso que se verifique se o grupo republicano hoje está, de fato, convencido da viabilidade do nome de Waldemar. Acrescenta-se a esse cenário, a incógnita sobre a capacidade de articulação política do pré-candidato, que para ser eleito terá que contar com o apoio de pelo menos um dos casais que fazem oposição ao prefeito. Ou de Carlos Evandro e Socorro Brito, ou de Marquinho Dantas e Tatiana Duarte. Sem o apoio de um desses casais fica praticamente impossível a vitória de Waldemar Oliveira.

Um forte abraço e até a próxima!