PE aumenta 26,6% de mortes violentas em julho

Do JC Online

O mês de julho chegou ao fim com estatísticas muito alarmantes em relação à violência. Pernambuco somou 309 mortes – um aumento de 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando 244 crimes contra a vida foram registrados.

No último mês, segundo os dados publicados pela Secretaria de Defesa Social (SDS), a média foi de dez mortes violentas por dia em Pernambuco.

A Região Metropolitana do Recife registrou um aumento de crimes contra a vida bem acima da média do Estado. Ao todo, em julho, 143 pessoas foram mortas. Já no mesmo período do ano passado, foram 98. Isso significa que o crescimento de casos chegou a 45,9%.

Quando se fala em mortes violentas, como elas atualmente são classificadas pela SDS, estão sendo englobados os crimes de homicídios, latrocínios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e óbitos decorrentes de intervenções policiais.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, Pernambuco somou 2.101 mortes. Três a menos do que no mesmo período de 2022.

JULHO FOI MARCADO POR MORTES VIOLENTAS À LUZ DO DIA NO RECIFE

Quem mora na Região Metropolitana do Recife, mais especificamente na capital, talvez nem se surpreenda com o resultado do balanço da violência em julho. Isso porque, ao longo do último mês, vários crimes contra a vida ocorreram em plena luz do dia e em áreas bastante movimentadas.

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Na manhã do dia 17 de julho, o empresário José Elias da Silva Nobre, de 39 anos, morreu após ser baleado em um assalto ao restaurante dele, no bairro da Madalena, no Recife. Um policial civil, amigo da vítima, conseguiu atingir um suspeito, que acabou ferido e preso.

No mesmo dia, em Boa Viagem, Zona Sul da capital pernambucana, o ex-policial militar Heleno José do Nascimento Júnior, 41, conhecido como Júnior Black, foi executado com tiros de fuzil após sair de um restaurante. Uma contadora de 54 anos, que passava pelo local a caminho do trabalho, morreu vítima de bala perdida. O caso ainda segue sob investigação.

VÍDEO: RELEMBRE O CASO

Já no dia 25 de julho, um assalto terminou com troca de tiros e duas mortes no estacionamento do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife.

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De acordo com testemunhas, dois assaltantes chegaram de moto e abordaram o vigilante, que reagiu. Um suspeito André Alexandre Xavier dos Santos Júnior, 25, foi baleado e morreu na hora. O vigilante Valmir José da Silva também foi atingido por um tiro na cabeça e faleceu. Antes do latrocínio, os criminosos roubaram várias armas de fogo de vigilantes de outros prédios públicos.

No mesmo dia, Harison Bruno Neves, de 30 anos, conhecido pelo apelido de Surfista, foi assassinado com tiros na cabeça na entrada de um restaurante no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife. Ele é apontado pela polícia integrante de uma facção criminosa que atua nacionalmente. A mulher e a filha dele presenciaram o crime.

FEMINICÍDIOS EM PERNAMBUCO TAMBÉM CRESCERAM EM JULHO

Os casos de feminicídio também cresceram em Pernambuco no mês passado, segundo os dados prévios da SDS. Ao todo, oito mulheres foram vítimas desse tipo de crime. Em julho do ano passado, foram cinco registros.

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No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, a polícia já somou 38 casos de feminicídio. No mesmo período de 2022, foram 45.

FEMINICÍDIOS EM PERNAMBUCO TAMBÉM CRESCERAM EM JULHO

Os casos de feminicídio também cresceram em Pernambuco no mês passado, segundo os dados prévios da SDS. Ao todo, oito mulheres foram vítimas desse tipo de crime. Em julho do ano passado, foram cinco registros.

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, a polícia já somou 38 casos de feminicídio. No mesmo período de 2022, foram 45.

A sociedade também foi convocada para participar da construção do programa. Basta acessar o site juntospelaseguranca.pe.gov.br, onde é possível encontrar um questionário para escuta popular. O link aceitará respostas até 1º de setembro.

Além disso, nas próximas semanas, 12 oficinas serão realizadas com profissionais das forças de segurança, do sistema prisional, representantes dos municípios, especialistas, academia e sociedade civil.

A promessa é de que até o final de setembro, o governo estadual anuncie, enfim, o plano concluído para ser executado nos próximos anos.