
A cidade de Serra Talhada sedia nesta terça e quarta-feira, 19 e 20 de maio, a segunda edição do Pint of Science, festival internacional de divulgação científica realizado simultaneamente em diversas cidades do Brasil e do mundo. O evento busca aproximar pesquisadores da população por meio de debates acessíveis e descontraídos sobre temas atuais ligados à ciência e à sociedade.
Na capital do xaxado, a programação acontece no Bar do Ernesto, a partir das 19h, com entrada gratuita e aberta ao público. A proposta do festival é levar a ciência para fora do ambiente acadêmico, promovendo encontros em espaços informais onde o público pode conversar diretamente com especialistas, tirar dúvidas e participar das discussões.
O evento é promovido pela UFRPE-UAST em parceria com a UNINASSAU, com apoio da UPE. A programação conta com palestras sobre saúde mental no ambiente de trabalho e o debate sobre cannabis e maconha, abordando informações científicas e temas do cotidiano de forma acessível ao público.
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“O Paint of Scienece é um evento internacional porque acontece no mundo inteiro, nesta mesma data, em mais de 160 cidades no Brasil, que é o país com o maior número de cidades participantes e a ideia é aproximar as universidades e centros de pesquisa da sociedade, então a gente leva cientistas para o bar, para falar de ciências. Escolhemos temas de relevância para a população ou que tenham muitas dúvidas. Neste ano, vamos falar de saúde mental e da cannabis, que é um tema bem polêmico, surgem várias fake news e a gente quer ajudar na propagação de ideias verdadeiras. No ano passado, foi o prmeiro ano aqui em Serra Talhada, no Alô Coração e tivemos muitos participantes, sendo a maioria, alunos das universidades e neste ano, queremos abranger também as pessoas da cidade”, explicou a professora Ana Paula.
“Eu vou estar falando sobre saúde mental como enfermeiro, como paciente que desenvolveu sindrome de burnout, que foi internado e vou mostrar para os profissionais de saúde e para a sociedade em geral, porque fui pego por situações que vejo vários colegas não só da área da saúde, como da educação, segurança, do jornalismo, por isso, vou trazer estes sinais para que as pessoas possam identificar e pedir ajuda, porque eu tive a sorte de apoio familiar, de profissionais e questão financeira, mas nem todo mundo tem esta sorte, tem esse aporte, e vou citar para evitar que outras pessoas caiam neste caminho e o que fiz para sair desta situação”, pontuou Hugo Leonardo.