
Polícia Civil de Pernambuco prende quatro homens durante uma operação que investiga crimes contra crianças na Região Metropolitana do Recife. As prisões ocorreram no âmbito da operação Guardiões da Infância, conduzida pelo Departamento de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA).
De acordo com a polícia, os suspeitos são investigados por crimes cometidos contra filhas, enteadas e outras crianças e adolescentes com idades entre 5 e 14 anos. Entre os detidos está o proprietário de um hotelzinho infantil, que teria admitido ter cometido abuso contra uma menina que frequentava o local.
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A operação foi iniciada na terça-feira (10), e as informações sobre os casos foram apresentadas na sexta-feira (13), durante coletiva de imprensa realizada no Recife. Apesar de divulgados no mesmo momento, os episódios investigados não possuem ligação entre si.
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos nas cidades de Recife, Paulista e Jaboatão dos Guararapes. As identidades dos investigados não foram divulgadas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Em um dos casos apurados, um dos homens confessou ter cometido abusos contra a própria filha, atualmente com 14 anos. Segundo as investigações, a violência teria começado quando a menina tinha 5 anos.
O delegado Paulo Furtado, gestor do DPCA, informou que alguns dos investigados admitiram os crimes durante os depoimentos.
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No caso do responsável pelo hotelzinho, a polícia acredita que a prisão pode incentivar novas denúncias. Conforme as apurações, ele teria levado uma das crianças atendidas no estabelecimento para sua residência, localizada no andar superior do imóvel, onde o crime teria ocorrido.
Segundo a polícia, as crianças costumavam utilizar um espaço no primeiro andar do prédio. A partir da análise de um dos casos, foi constatada a ocorrência de abuso contra uma das vítimas. As autoridades não descartam a possibilidade de que outras situações semelhantes venham a ser identificadas ao longo das investigações.
Os quatro suspeitos permanecem presos preventivamente e respondem pelo crime de estupro de vulnerável.
Do G1 Pernambuco