Publicado às 05h37 deste domingo (8)

A advogada Eugênia Lima, pré-candidata ao Senado Federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) foi a convidada do programa Falando Francamente, na TV Farol, na última quinta-feira (5). Presidente do diretório da legenda em Olinda, a pré-candidata acredita que assim como a disputa à presidência da República, a campanha também será polarizada para o Senado no estado.

“Eu acho que isso vai ser o que vai acontecer em todo o país, a gente está em uma eleição extremamente polarizada, que não estamos enxergando espaço para uma terceira via. Então, a gente vai ter sim uma campanha polarizada em Pernambuco, vai ter sim uma campanha polarizada nacionalmente. Porque a gente está falando de uma política de morte e uma política. A gente tem dados que mostra que essa política é sim de morte”, disse Eugênia Lima, acrescentando:

“A gente vê o aumento da fome, o aumento da miséria, do desemprego, e tudo que eu falei anteriormente. E é isso que a gente não quer, e esse jogo de retórica, que não quer falar de política, que vai atingir pessoalmente, que é o que o Presidente Bolsonaro vem enfrentando e desfoca com coisas que não estão na realidade e não estão na tarefa da política. Ele não fala de fome, ele não fala de miséria, eu não vejo ele sentado com os movimentos sociais, eu não vejo ele debater as possibilidades de políticas que vão mudar a vida das pessoas, que é o que eu acho que é a função do poder público. É só ataques, ataques às mulheres, ataque a população LGBT, são frases vazias, são fake news, falsas respostas. E a gente assistiu na pandemia, foi vergonhoso o que a gente via. O presidente que estimulava a população a tirar a máscara”,

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O BOM COMBATE

Ainda durante a entrevista, a pré-candidata ao Senado Federal disse ser necessário o combate às fake news e fazer o combate à pauta de militarização e ódio que vem sendo pregado pelos bolsonaristas

“Nós temos uma população armada, a gente precisa armar essa população de livros, armar essa população de esperança. Botar comida, garantir que esse alimento chegue a nossa população para que ela pense, crie esperança e que desenvolva para que a gente cresça o nosso país. Então, assim, o desafio vai ser enorme para a esquerda, mas eu acho que a gente começa a debater política com mais frequência e tem a tarefa de conscientizar as pessoas do perigo que é essa próxima eleição. Do perigo que é a gente eleger esse facista e genocida”, finalizou.