Sintest cobra a Márcia promessa de ouvir categoria em ST: 'Sem resposta'

A presidente do Sintest (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada), Veraluza Nogueira voltou a cobrar um diálogo mais claro com o governo Márcia Conrado sobre o rateio em torno de R$ 6 milhões para a categoria referente aos precatórios. A líder sindical entrou em contato com o Farol para fazer um desabafo dizendo-se indignada com os rumos dessa negociação e pediu espaço para tranquilizar a categoria, que segundo ela, não será prejudicada.

“A gente esteve reunido com a Procuradoria de Serra Talhada, onde a gente discorda de um bocado de coisa desses precatórios. São várias questões que a gente discorda. Então, nós pedimos ao procurador (Cecílio Tiburtino) uma audiência pública. Ele disse que a audiência não seria viável, mas que ia tentar nos reunir, ou seja, o sindicato com a prefeita e o jurídico, para um esclarecimento, porque ele não estava entendendo a respeito dos juros. Beleza. Hoje são cinco do mês, a gente está até agora esperando resposta dele e da prefeita”, cobra Verealuza.

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Ela alerta para o silêncio do procurador Cecílio após a promessa. “O jurídico não dá resposta, a prefeita não se senta com a gente, não se senta com o sindicato. A comissão, a gente não sabe mais quem são os da comissão. Eu, por Deus, que eu não sei. Posso até falar que eu não sei. Mas a gente pergunta, a senhora prefeita, em um ano de eleição, ela numa correria hoje anunciar que quinta-feira ou sexta vai sair o link do dinheiro do precatório, é estranho. É estranho para nós.”

“Só que assim, para acalmar aos nossos professores, que há muitos anos esperam por esse bendito dinheiro, um dinheiro tão visado, um dinheiro que, meu Deus do céu, só Deus na causa. Estão todos angustiados, preocupados, sem saber valor, sem o sindicato receber uma planilha de valores. Nem a comissão sabe os valores. É tipo, só fica entre a prefeita e o procurador”, alertou Verealuza.

“NÃO TEM NENHUMA CONSIDERAÇÃO”

Segundo Veraluza, estão agindo com falta de consideração com a categoria. “E o procurador de Serra Talhada, todo mundo já sabe que ele sempre quer as coisas da forma que ele interpreta, ele não tem nenhuma consideração, assim como a prefeita também não tem, em um ano de política, onde ela quer eleger o esposo dela. Eu coloco umas palavras, eu rotulo como prepotência, como arrogância, como ‘eu posso fazer tudo’, é o que eu interpreto nela. Eu até rotulo dessa forma’, afirmou, justificando:

“Como é que uma gestora, uma prefeita, ela sabe que a gente vem tantos anos lutando por esse dinheiro, e agora esse dinheiro chega através de nossos esforços, ela quer se mostrar de boazinha, uma boazinha que poderá até nos prejudicar, que a gente não sabe de valores, a gente não sabe de nada. Aí eu pergunto, cadê a justiça? Pelo amor de Deus, cadê o promotor de Serra Talhada que ficou de nos unir para que nós discutíssemos através desse dinheiro?.

“NÃO É DESSE JEITO QUE ELA VAI ELEGER NÃO”

A presidente citou o fato da prefeita Márcia estar engajada na pré-campanha do marido, Breno Araújo, a deputado estadual e garantiu que irá acionar a Justiça.

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“O sindicato, esse sindicato que eu represento, eu vou tomar uma atitude, uma ação, eu vou procurar a justiça para que isso não aconteça da forma que essas criaturas querem nos pagar. Isso não pode acontecer em nossa cidade, porque em todas as cidades os prefeitos respondem as coisas erradas, e em Serra Talhada ninguém responde? Tudo está certinho, só quem está errado são os trabalhadores? Então eu achei um grande desrespeito da senhora gestora do município, doutora Márcia Conrado, que em pleno ano eleitoral, onde ela busca eleger o esposo dela, que a maior preocupação dela agora é eleger o marido dela. E não é desse jeito que ela vai eleger, não.”

“Porque todos nós, servidores, nós temos família, e nossas famílias querem o melhor para nós. Então, eu quero já deixar meu recado aqui para os servidores, que não se preocupe não, o sindicato está vigilante. A gente não viu o link, o link vai ser só dois dias, como foi anunciado pelo nosso secretário do município, secretário da pasta, foi anunciado, beleza, mas em vez de vir alegria para os servidores, vieram tristeza, porque os servidores esperavam esse momento da gestora sentar com o sindicato, ter mais respeito pela categoria. É triste, é lamentável, é lamentável.”

“QUERO TRANQUILIZAR A CATEGORIA”

“Mas eu quero só tranquilizar a nossa categoria, que nós não vamos receber de todo jeito assim, não. Vamos não, ele é nosso, apesar que tem muitas raposas aí de olho no que é nosso. Crescer o olho achando que é o dinheiro que o professor vai enriquecer, e o professor é para viver sempre na miséria, não é nunca para o professor melhorar de condições quando vem um direito de tantos anos que nós esperamos”, disse Vereluza.

“Eu tenho cobrança de um lado, eu tenho lamentação de outro, eu tenho pedidos de socorro, professores pedindo socorro: “Vera, o que nós vamos fazer, Vera?”, Então, eu, sinceramente, vou entrar na justiça, vou pedir que primeiro suspendam e primeiro chamem a gente para se sentar e ter consideração por nós, que o dinheiro é nosso. Ela não está dando nada do bolsinho dela, não. Ela já vai pegar um montante para a prefeitura que nem pertence para ela, não. Esse dinheiro é nosso”, alertou.

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Sintest cobra rateio de R$ 6 milhões para a categoria e diz que Márcia não prioriza