Fotos: Vinicius Campos/Farol de Notícias
Fotos: Vinicius Campos/Farol de Notícias

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST), Veraluza Nogueira, encontra-se desde ontem (quinta-feira) tentando acalmar os ânimos de alguns professores e servidores da educação, que não concordam com a forma como a gestão municipal decidiu encaminhar o pagamento de cerca de R$ 11 milhões dos precatórios do Fundef, que serão rateados entre pouco mais de 600 docentes.

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O ‘nó’ gira em torno dos juros. A sindicalista faz críticas, em especial, ao procurador jurídico, mas também alerta a prefeita Márcia Conrado. Em conversa com o Farol, Veraluza Nogueira justificou sua reação, afirmando que vai continuar lutando para mudar o entendimento.

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“Eu quero só mandar um recadinho para a nossa gestora (Márcia Conrado) e a toda a sociedade. Eu sou Veraluza Nogueira, como todos sabem, estou presidente do Sintest. Desde ontem, que estou para perder um pouquinho do juízo, porque eles (prefeitura) liberam o link, não dão espaço para que as pessoas possam se preparar. Então, tudo em Serra Talhada é absurdo. Quando é que nós vamos poder mudar essa situação? Um dinheiro que nós esperávamos há tantos anos e cresceram tanto olho nesse dinheiro da gente, que agora vem um valor de R$ 11 milhões para ratear entre os servidores, e já prometendo os juros ser do município para fazer a benfeitoria para a sociedade. Nossa sociedade prefeita, ela quer benfeitoria na cidade, mas ela não quer tirar o dinheiro dos professores não, que trabalharam. Elas querem que o dinheiro saia dos recursos da prefeitura”, declarou.

ESPERA

“Não é com o juros da gente, nós esperamos 26 anos por esse dinheiro. Isso é absurdo. Nós vamos pedir aos vereadores que a Câmara tem vereador, e a prefeitura não funciona sem vereadores, a cidade não funciona sem vereadores. Assim a prefeitura não pode fazer nada sem os vereadores, assim que os vereadores também não podem fazer nada sem a prefeitura. Os direitos são iguais, os vereadores estão aí para atender o povo. Foi o povo que votaram em vocês”.

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APELO AOS VEREADORES

“Vereadores, nos ajudem, segurem esse juros até que a lei do deputado Fernando Rodolfo seja aprovada, para que esse juros venha para seus beneficiários de direito. Então está aqui o recado, dona gestora do município, minha querida Dra. Márcia. E tem outra coisa, nós estamos vigilantes com o dinheiro público. Estamos trabalhando com o dinheiro público, não estamos trabalhando com o dinheiro da gente. Está aqui a quantidade de gente aqui comigo, pertinho da promotoria, porque enquanto eu puder, estiver respirando, eu vou atrás do que é da gente. E tem outra coisa, tem os auxiliares de creche, que hoje são todos professores, que em todos os lugares os prefeitos estão, já enquadrando eles na lei de 15.326. E por que só aqui o procurador diz que as professoras não têm direito? Se na época não exigia, não exigia nem pedagogia, nem magistério, nem nada”.

INDIGNAÇÃO

“Exigia só, simplesmente, só ensino fundamental. Mas depois essas professoras, que são o que vocês consideram como auxiliar, criaram um cargo para rebaixar, e vocês já sabiam que essa lei ia chegar. Para que não haja diferença nas escolas entre professor e auxiliar de creche, porque todos são professores. E vamos trabalhar amigavelmente, e você, gestora, está precisando do povo, não o povo de você. Muito obrigada, isso é uma indignação minha pelo povo, porque eu represento o povo e defendo o povo, diferentemente do nosso procurador que defende o governo, e ele tem razão que ele está defendendo o governo, agora eu tenho razão porque eu estou defendendo o povo. Muito obrigada”.