Se referindo à previdência municipal de Serra Talhada como uma “bomba”, o ex-prefeito Carlos Evandro (PSB) aconselhou o seu sucessor, Luciano Duque (PT), a pedir ajuda à Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Presidida pelo prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), a entidade, segundo Evandro, poderia tentar encontrar saídas junto ao governo para evitar um maior endividamento e consequente morte do Instituto de Previdência Própria (IPPST). “Carlão citou ainda que, antes mesmo de pensar em ser prefeito, já tinha sido avisado sobre a “bomba”.

“Pois a previdência é uma situação difícil. Se continuar do jeito que vai, só tirando, tirando, tirando, chega um ponto que nem vai pagar os inativos e nem os ativos. Nem trabalha e nem faz as obrigações que tem, que é repassar os 25% da educação, nem o percentual da saúde e da Câmara de Vereadores. É uma situação difícil. É preciso sentar e discutir não só em Serra Talhada. O prefeito tem que levar isso para Amupe, que representa os municípios. Me mostre aqui, no Pajeú, qual cidade não está em situação difícil (com suas previdências)”, disse Carlos Evandro, em entrevista a rádio a Voz do Sertão, no último dia 9.

Segundo Carlos Evandro, quem previu que a “bomba” da previdência iria estourar foi o ex-prefeito Nildo Pereira. “Em minha casa, num aniversário meu, ele disse que essa bomba iria estourar na frente. E que não seria suficiente. E eu nem sonhava em ser prefeito, para você ver como ele foi um homem de visão. E aí estoura, porque se aposenta gente todos os dias”, disse “Carlão”.

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