O vereador Sinézio Rodrigues (PT) afirmou que o executivo pode perder a votação do projeto de lei que aumenta a alíquota de contribuição da previdência municipal com votos de parlamentares governistas. De acordo com o petista, pelo menos seis, entre os 15 vereadores, já se demonstram dispostos a barrar o texto atual que taxa de 11% para 13,5% os servidores ativos. “Uma boa parte dos vereadores já está tomando partido. No mínimo, já temos seis vereadores contra a aprovação do projeto do jeito que está”, adiantou Rodrigues, revelando que são os cinco da oposição, somando com ele, que é da base do governo.

“E tem a possibilidade dessa conta aumentar, pois já ouvi três vereadores da base – fora eu – que não votam o projeto do que jeito que está. O governo pode ter seu projeto não passado na Câmara Municipal se realmente não recuar”, ameaçou. De acordo com Sinézio Rodrigues, a previdência está quebrada e, diante disso, é preciso discutir, junto com a sociedade, uma saída para debater não só o aumento da alíquota, mas a previdência como um todo. O vereador comparou a previdência municipal como um paciente no leito de morte que o governo está tentando apenas adiar o seu fim.

“Não adianta aumentar alíquota pensando que vai resolver o problema, porque daqui a três ou cinco anos vamos ter que discutir essa mesma situação, porque a previdência está em processo de falência e mesmo com o aumento dessa alíquota o governo teria de injetar de R$ 100 a R$ 150 mil. Desse modo é postergar a morte da previdência. Estão querendo dar remédio paliativo para adiar a morte dela”, disse Sinézio Rodrigues, arrematando:

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“Não se pode aprovar um projeto desses como se fosse um brinquedo qualquer. Não, não. Essa mudança vai ficar para o resto da vida para o servidor. Quando se taxa o servidor com 2,5% são 2,5% a menos nos salário do servidor, que já é baixo”.