
A prevenção do câncer do colo do útero e as dúvidas sobre o uso do Implanon foram alguns dos principais assuntos discutidos durante entrevista no Programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias no YouTube. O enfermeiro ginecologista e obstetra Gabryell Alves, também professor do curso de Medicina, da AESET, em Serra Talhada, destacou a importância de manter o acompanhamento ginecológico mesmo quando não existem sintomas.
Segundo o profissional, o rastreamento do HPV tem papel fundamental na prevenção, já que o vírus está diretamente relacionado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Ele explicou que, além do preventivo convencional, atualmente existem métodos capazes de identificar a presença do HPV antes do surgimento de lesões.
“Muitas mulheres pensam: ‘ah, mas eu não tô com nenhum sintoma, não tem pra que ir, por exemplo, no ginecologista’. Só que o preventivo é um exame importante. E agora a gente tem um exame mais moderno, que é o DNA para HPV. É um exame que detecta o DNA do HPV. Ou seja, antes mesmo do vírus se desenvolver, a gente consegue identificar. Antes da lesão, antes do HPV realmente se desenvolver, a gente vai lá, detecta e já faz o tratamento da paciente”, explicou.
Gabryell também chamou atenção para a necessidade de as mulheres manterem o rastreamento mesmo após os 60 anos. Segundo ele, o acompanhamento pode permitir a identificação precoce de alterações e aumentar as possibilidades de tratamento.
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O segundo tema abordado foi o Implanon, método contraceptivo hormonal colocado sob a pele do braço e que libera etonogestrel, hormônio derivado da progesterona. O dispositivo tem duração de até três anos e atua principalmente inibindo a ovulação.
O enfermeiro explicou que o método pode provocar mudanças no padrão menstrual, incluindo redução do fluxo ou interrupção da menstruação, mas que essas respostas variam entre as pacientes. Ele também destacou que a decisão pelo método deve ser individualizada e acompanhada por profissional de saúde.
“Eu sou a favor do Implanon pelo SUS. Sou um grande defensor do SUS. Aprovo, indico. Só que o que precisa ser feito é acompanhamento. Porque mais importante do que a gente colocar o Implanon é a gente acompanhar essa mulher. Depois que a gente coloca o Implanon, a paciente tem seis meses para se adaptar a ele”, pontuou.
Durante a entrevista, também foram abordados mitos relacionados ao Implanon, como a ideia de que o método necessariamente provoca ganho de peso ou acne. O profissional ressaltou que as reações variam de acordo com cada organismo e que o acompanhamento médico é importante para avaliar a adaptação ao contraceptivo.