Professores justificam parada devido silêncio do governo Márcia
Professor Carlos Antônio, presidente da Aprost – Foto: Farol de Notícias / Manu Silva

Centenas de profissionais da Educação de Serra Talhada paralisaram as atividades nesta sexta-feira (12) para promover o diálogo com o governo municipal.

Os servidores montaram estratégias de ação para retomar o diálogo com a Secretaria de Educação e a gestão Márcia Conrado.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (Sintest) e a Associação de Professores de Serra Talhada (Aprost) apresentaram suas reivindicações.

Em conversa com o Farol de Notícias, o presidente da Aprost, professor Carlos Antônio, falou sobre as pautas. O descongelamento das progressões e a reforma do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR). Este, há cerca de 10 anos não é revisado.

“A paralisação é uma decisão extremista. Mas consequência de um processo de silêncio. E por a gestão está, de certa forma, muito morosa em relação às decisões que não são pautas novas. São pautas que estão completando quase que décadas. Então não tem como esperar que a gestão tome uma decisão que já nem atenda as expectativas da categoria”, justificou o presidente da Aprost.

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REFORMA DO PCCR

De acordo com o sindicalista, o governo municipal, em pelo menos duas gestões diferentes, já teve tempo suficiente para amadurecer a reformulação do documento.

“A Reforma do PCCR é uma demanda antiga, e nós ainda no período pré-eleitoral de 2020, apresentamos essa demanda a todos os pré-candidatos naquele momento e, inclusive, a gestão atual. Concluímos o evento com a assinatura de um termo de compromisso com todos e já estava lá a reforma do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações da categoria. E chegamos em 2024, no período pré-eleitoral e ainda estamos com essa demanda sobre a mesa. Aqui estamos com um PCCR envelhecido”, detalhou.

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DESCONGELAMENTO DAS PROGRESSÕES

Ainda de acordo com o presidente da associação, governo e categoria em 2022 concordaram com o congelamento das progressões verticais e horizontais. No entanto, naquele mesmo ano o debate retornaria para revogar a medida. Passados dois anos, a classe permanece ‘congelada’.

“Em relação ao descongelamento das progressões verticais e horizontais, que é uma demanda que não é tão recente. Porque foi uma atitude governamental lá em 2022, quando a gente tratava ainda do reajuste do piso. E naquele momento foi pactuado que se faria o congelamento. Apesar que o artigo 8º da Lei 386/2022 dizer que era por tempo indeterminado esse congelamento, mas foi pactuado que ainda naquele ano esse dispositivo seria resolvido e revogado o artigo”, explicou o professor.

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