
Da Folha de PE
Um sonho que se tornou realidade e ganhou o mundo. O projeto “Casa de Mainha”, do arquiteto e urbanista Zé Vágner, em Feira Nova, no Agreste de Pernambuco, foi um dos vencedores do “ArchDaily Building of the Year Awards 2026”, uma das maiores premiações globais da arquitetura contemporânea.
A residência foi idealizada pelo arquiteto para dar uma nova vida à ‘mainha’, Marinalva, e, ao mesmo tempo, respeitar a tradição da cidade, a sustentabilidade e a qualidade de vida. Nas redes sociais, Zé Vágner compartilhou todas as reformas para tornar a casa uma inspiração não só nacional, mas também mundial.
Erguida originalmente na década de 1980 por moradores da região que utilizaram a técnica milenar do adobe (tijolos de terra crua), a edificação passou por uma intervenção que, pouco a pouco, foi conquistando o público por sua inventividade.
Receba as manchetes do Farol primeiro no canal do WhatsApp (faça parte)
“A necessidade dela (mainha) era bem simples: ventilação, iluminação e saúde para uma casa antiga e cheia de memória onde eu nasci e me criei”, relata Zé Vágner em um dos vídeos publicados nas redes sociais.
Baixo custo e alta eficiência
Segundo Zé Vágner, o projeto foi desenhado focado no baixo custo e alta eficiência. Entre os principais materiais utilizados estão insumos encontrados na própria região. Para a fachada, por exemplo, ele optou pelo uso de lajotas de forno de casa de farinha, fabricadas em Feira Nova.
Há ainda a implementação de ventilação cruzada para diminuir o calor e aproveitamento da iluminação natural, com o objetivo de reduzir a dependência de energia elétrica.
“Antes a gente tinha casa cheia de cômodos pequenos, sem utilidade e salubridade. Hoje a gente tem ambientes amplos, integrados”, afirma.
Os fatos de Serra Talhada e região no Instagram do Farol de Notícias (siga-nos)
O projeto também consistiu no aumento do pé direito de 2,40 m para 4,4 m em um dos trechos. Com isso, o arquiteto desnivelou as águas da cobertura e encaixou uma faixa de cobogós, evitando a entrada de mosquitos.
“Dessa forma a gente tem um exaustor natural, com a troca de ar constante (…) O vento quente, como é mais leve, sobe e sai pelos cobogós, além de ter um efeito de iluminação no pôr do sol. Coisa de cinema”, explica.