Publicado às 05h deste domingo (20)

O centro de Serra Talhada deve ‘ferver’ a partir das 8 horas desta segunda-feira (21), quando dezenas de professores da ativa e aposentados vão cobrar do governo Márcia Conrado (PT) o cumprimento do reajuste salarial de 33,24% no piso dos professores. A maioria dos municípios da região já garantiram o benefício, mas na capital do xaxado o projeto sequer foi enviado à Câmara Municipal.

O protesto é organizado pelo Movimento Livre, liderado pela professora aposentada Veralluza Nogueira, e pela Associação dos Professores de Serra Talhada (Aprost), liderado pelo professor e ex-secretário de Educação, Carlos Antonio.

Durante entrevista ao Farol, Veralluza Nogueira admitiu que o movimento sai às ruas porque existe uma desconfiança com o Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Serra Talhada (Sntest), liderado pelo petista Júnior Moraes.

“Muitas cidades já deram o aumento, teve cidade que já deu em 2021 e aqui alegam que não podiam, mas as outras cidades deram sem nenhum problema. A gente já conversou com Márcia Conrado, eu mandei ofício para a prefeita e a APROST também. Eu sou sindicalizada ao SINTEST, mas por desconfiança porque o SINTEST não está fazendo nada, eu formei um  grupo de Movimento Livre. É com esse grupo que tenho hoje que eu vou para as ruas. Quando eu vou para as ruas a APROST me acompanha, mas o SINTEST não dar satisfação nenhuma. É o meu sindicato, mas não vou esperar por ele”, disse a professora aposentada, acrescentando:

“Quando nós conversamos com Márcia, levamos as contas do dinheiro que a gente sabe que tem porque puxamos lá no portal. A gente mostrou, ela ficou com uma cópia e eu esclareci coisas erradas que tem. A desculpa é que não tinha como, ela [Márcia] mostrou que tinha boas intenções de resolver a situação, mas mostrou ali, naquele momento, no mês de fevereiro”.

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