buscas sobre amamentação no Google Brasil esão relacionadas ao uso de medicamentos no período - Foto: Magnific
buscas sobre amamentação no Google Brasil esão relacionadas ao uso de medicamentos no período – Foto: Magnific

Do FolhaPE

Um estudo divulgado nessa segunda-feira (10), em celebração ao Agosto Dourado, revelou que nos últimos 12 meses, o tema “Amamentação” gerou mais de 6,9 milhões de pesquisas no Google Brasil. A pergunta “quem amamenta pode tomar Mounjaro?” lidera o ranking, com mais de 71 mil buscas feitas no período.

Segundo o levantamento da plataforma Olá Doutor, os questionamentos vão do uso das canetas emagrecedoras à possibilidade de doação de sangue e revelam um padrão: grande parte dos questionamentos está relacionada ao uso de medicamentos durante o período de aleitamento.

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Medicamentos

O interesse com relação ao Mounjaro acompanha a popularização do medicamento, indicado para o tratamento de diabetes e também utilizado, fora da bula, para emagrecimento. O consenso entre especialistas, no entanto, é de atenção. Diante da falta de estudos suficientes que garantam a segurança do uso nesse período, a exposição ao fármaco não é recomendada.

“São medicamentos que podem afetar o apetite e a disposição de quem amamenta de forma mais ampla, o que reflete diretamente na amamentação”, explica a médica Manoella Ferreira.

“De toda forma, qualquer avaliação deve ser feita de maneira individual, com acompanhamento médico, preferencialmente no período pós-desmame”, completa a especialista.

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Outras dúvidas frequentes giram em torno de analgésicos e anti-inflamatórios de uso comum, como dipirona, ibuprofeno e nimesulida. Somados, os três geraram 134 mil buscas online no período. Embora todos exijam avaliação médica antes do uso, o grau de cautela varia entre eles, como explica Manoella.

“O ibuprofeno é considerado compatível com a amamentação pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria; a dipirona teve sua classificação de risco revista para cima nos últimos anos por fontes de referência internacionais; e a nimesulida é a que exige maior atenção, sendo frequentemente indicada sua substituição ou a suspensão temporária da amamentação enquanto durar o tratamento. A recomendação geral, portanto, permanece a mesma. Nenhum medicamento, mesmo os de uso corriqueiro, deve ser tomado sem orientação profissional durante esse período”, detalha a médica.

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Dúvidas

A relação entre amamentação e peso está entre os temas que mais despertam curiosidade, com “amamentar emagrece?” somando cerca de 45,2 mil buscas em 12 meses. De acordo com os especialistas, esse não é bem um mito. Isso porque, para produzir leite, o corpo materno consome energia extra, o que pode favorecer a perda de peso no período pós-parto. O efeito, porém, não é regra, variando de organismo para organismo conforme a alimentação, metabolismo e qualidade do sono.

Outra dúvida comum gira em torno da possibilidade de fazer tatuagens durante o período, tema por trás de cerca de 42 mil buscas online. De acordo com a médica da plataforma, a recomendação é de cautela, já que o procedimento envolve riscos, como a transmissão de infecções ao bebê e a exposição a substâncias presentes nas tintas utilizadas, o que reforça a importância de buscar orientação médica antes de realizá-la.

Com relação à doação de sangue, a orientação parte do próprio Ministério da Saúde, que recomenda aguardar pelo menos um ano de amamentação antes de retomar as doações. Nos primeiros meses, a produção de leite exige uma reserva maior de vitaminas e minerais e a doação pode aumentar o risco de carências nutricionais. A orientação, portanto, assegura preservar a saúde da mãe e a do bebê.

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