
Com informações do Saúde em Dia
Roncar constantemente, acordar cansado e sentir sonolência ao longo do dia podem parecer situações comuns para muitas pessoas. No entanto, esses sinais também podem estar associados à Apneia do Sono, um distúrbio que provoca interrupções repetidas na respiração durante o período de descanso.
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, entre 40% e 45% da população mundial enfrenta algum tipo de alteração relacionada ao sono. Entre esses problemas, a apneia figura entre os mais frequentes e pode comprometer diretamente a saúde e a qualidade de vida.
Receba as manchetes do Farol primeiro no canal do WhatsApp (faça parte)
O que é a apneia do sono
A apneia ocorre quando a respiração é interrompida várias vezes enquanto a pessoa dorme. Essas pausas podem durar alguns segundos e se repetir inúmeras vezes ao longo da noite.
Como consequência, o sono se torna fragmentado e o organismo não consegue atingir um descanso adequado. Mesmo após várias horas na cama, a pessoa pode acordar com sensação de fadiga.
Segundo o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor médico da Biologix, o problema vai além do simples ronco.
Durante os episódios de apneia, ocorre uma redução na oxigenação do sangue. Com o tempo, esse processo pode sobrecarregar o organismo e desencadear diferentes impactos na saúde.
Problema pode trazer riscos ao organismo
Mesmo nos casos considerados leves, a apneia do sono pode gerar sintomas que interferem no cotidiano. Entre os sinais mais relatados estão cansaço ao despertar, dificuldade de concentração, queda no rendimento durante o dia e sonolência excessiva.
Nos quadros moderados ou graves, os efeitos podem ser ainda mais preocupantes. O distúrbio está associado ao aumento do risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e problemas cognitivos.
Outro fator de atenção é a sonolência diurna, que pode elevar a probabilidade de acidentes de trânsito ou de trabalho.
Procura por diagnóstico cresce após os 40 anos
Dados da Biologix indicam que a maior parte das investigações médicas sobre apneia ocorre entre pessoas com idade entre 40 e 50 anos.
A busca por avaliação costuma começar por volta dos 30 anos, atinge o pico na década seguinte e permanece elevada até aproximadamente os 60 anos. Depois dos 70, a procura por exames tende a diminuir.
Segundo o especialista, muitas pessoas só procuram ajuda médica quando os sintomas passam a interferir diretamente na rotina, no desempenho profissional ou na qualidade de vida.
Os fatos de Serra Talhada e região no Instagram do Farol de Notícias (siga-nos)
Sintomas que merecem atenção
Alguns sinais podem indicar a necessidade de procurar avaliação médica. Entre os principais sintomas associados à apneia do sono estão:
-
ronco alto e frequente;
-
pausas na respiração percebidas por outra pessoa;
-
sensação de sufocamento durante a noite;
-
dor de cabeça ao acordar;
-
sonolência excessiva durante o dia;
-
irritabilidade;
-
dificuldade de memória ou concentração.
A presença desses sintomas não confirma o diagnóstico, mas serve como alerta para investigar a possibilidade do distúrbio.
Como é feito o diagnóstico
A confirmação da apneia do sono geralmente é feita por meio da Polissonografia, exame que monitora diferentes funções do organismo durante o sono, como respiração, oxigenação do sangue e atividade cerebral.
O procedimento pode ser realizado em laboratórios especializados ou, em algumas situações, na própria casa do paciente.
O tratamento varia de acordo com a gravidade do quadro. Entre as opções estão aparelhos intraorais ou o uso do CPAP, dispositivo que mantém as vias respiratórias abertas durante a noite e ajuda a restabelecer a respiração normal enquanto a pessoa dorme.