
Nos bastidores da política serra-talhadense ainda há uma corrente que tenta entender a saída repentina do ex-vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, do grupo da prefeita Márcia Conrado.
Ele saiu ‘atirando’ com críticas a gestora, por não ter, segundo ele, honrado um acordo com seus primos, Waldemar e Sebastião Oliveira.
Porém, o ‘túnel do tempo’ revela que Oliveira pode ter outros motivos. Inclusive, a ‘síndrome de 2019’, quando esperava ser o escolhido pelo então prefeito Luciano Duque, para ser o seu sucessor.
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Na época, Márcio observou que já havia uma estrutura montada para beneficiar Márcia, enquanto o prefeito Duque fazia suspense.
“A gente não está concorrendo simplesmente com uma secretária [de saúde]. A gente está concorrendo com um fundo, talvez o maior fundo político do nosso município. Antigamente tínhamos a secretaria de Desenvolvimento Social, que era da mulher do prefeito, porque era por aquela secretaria que se fazia política. Hoje, e se eu tiver errado vocês me digam, a secretaria que a gente tem um retorno maior é a Secretaria de Saúde, não é mais Desenvolvimento Social e não é mais a da Educação”, disparou Márcio Oliveira, apontando o dedo:
“Talvez ela [Márcia] esteja no momento certo no lugar certo. Mas existe essa diferença de estrutura e vou dizer isso – quando me provarem o contrário – ai eu poderia afirmar aqui que eu estava errado”, sapecou Márcio, durante entrevista a uma emissora de rádio, sentindo que seria ‘fritado’.
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Também na época, Márcio Oliveira revelou que havia uma insatisfação dentro do grupo. “O que eu questionei é a total diferença de estrutura para se concorrer, entendeu? A gente não vai ter como analisar se Cristiano Ronaldo é melhor que Neymar ou Messi se Cristiano Ronaldo jogar sozinho, Neymar jogar sozinho e Messi jogar com um time completo. E é isso, mais ou menos, o que está acontecendo”, disse.
O desafio agora do ex-aliado de Márcia Conrado é tentar se viabilizar dentro do grupo de Sebastião Oliveira, que está focado em sua eleição, e evita antecipar o debate em torno de 2028, para não aumentar o desgaste.
3 comentários em Movimento de ruptura de Márcio foi para não sofrer o abandono que teve em 2019