Saiba quem é "Bibi Perigosa", presa no RJ por chefiar facção criminosa

Da Folha de PE

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), prenderam no fim da tarde desse domingo (3), Andreza Cristina Lima Leitão, de 31 anos, conhecida como Bibi Perigosa, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ela é apontada como chefe de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte e uma das principais articuladoras dos ataques que causaram terror no estado no mês de março.

Andreza foi detida para a sede da delegacia, onde foi cumprido o mandado de prisão. Após ser encaminhada ao sistema prisional, ela aguardará sua transferência ao seu estado de origem. O anúncio foi feito pelo governador do Rio, Cláudio Castro, pelo Twitter.

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No post, o governador acrescenta que Andreza “é considerada uma das maiores traficantes e acumula vários processos na Justiça potiguar, por tráfico de drogas, organização criminosa e pelos ataques do mês passado.” Em seguida, Castro reforça o aviso a criminosos de outros estados: “Não vamos permitir que bandidos de outros estados venham se esconder no nosso Rio de Janeiro. Parabéns aos nossos guerreiros da Polícia Civil”.

Segundo a polícia, a criminosa foi encontrada após trabalho de inteligência e uma semana de monitoramento ininterrupto. Conhecida como “Andreza Patroa” ou “Bibi Perigosa”, ela é apontada como chefe da facção criminosa autointitulada “Sindicato do RN” e foi responsável pela onda de ataques que aterrorizou a capital potiguar de 14 a 25 de março. Após os atos terroristas, Bibi Perigosa se abrigou no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, dominado pelo Comando Vermelho.

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Devido às operações policiais realizadas na localidade, Bibi foi para a Vila Kennedy, comunidade dominada pela mesma facção criminosa. Na noite deste domingo, ela saiu do interior VK e foi surpreendida pelos agentes no interior de um shopping de Campo Grande.

O delegado assistente da DRE do Rio, Rodrigo Coelho, afirmou que “Andreza criou um grupo intitulado Companhia dos Artilheiros que promoveu verdadeiros atos terroristas na cidade de Natal, incluindo assassinatos, roubos em série, depredação de prédios públicos e incêndios de veículos e residências.”

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De acordo com as informações da polícia, a criminosa assumiu o comando da facção no lugar de seu companheiro, Elinaldo César da Silva, conhecido como “Sardinha”, com quem teve filhos. Depois da morte de Sardinha, em setembro de 2016, Andreza e o irmão dela, José Alexandre Lima Leitão, conhecido como Espiga, “herdaram” os pontos de comercialização de drogas de fumo de Sardinha na comunidade de Coqueiros.