carvalhoO secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS), Alessandro Carvalho, o mesmo que esteve em Serra Talhada em março de 2014 anunciando providências após execuções ainda não desvendadas desde o ano passado, revelou que a Polícia Civil está sentindo dificuldades nas investigações sobre os últimos assassinatos na Capital do Xaxado. Segundo ele, as pessoas estão com medo de falar. Em entrevista à rádio Folha de PE, na noite dessa quinta-feira (9), Carvalho refutou a necessidade de intervenção da Polícia Federal na cidade e disse que as respostas virão num mínimo espaço de tempo possível.

“Nós estamos hoje com toda a atenção necessária com relação ao policiamento ostensivo na cidade, houve um assassinato recente fora da cidade, mas que de certa forma tem relação com a situação atual. O que eu posso dizer no momento é que estamos avançando nas investigações. Temos avanços concretos, só que, por uma razão óbvia, de chegar a um resultado que a sociedade precisa. Que é a correta identificação dos autores, tanto de um grupo como de outro com a individualização da participação de cada um, com a mensuração de cada fato. Senão, não há um inquérito que depois vire um processo robusto”, lembrou, complementado:

“Temos dificuldades nas investigações que é compreensível porque as pessoas não se dispõem a testemunhar. O que torna a investigação mais difícil e demorada. Agora, o que passo para população de Serra Talhada é que o Estado está presente, está investigando e dará uma resposta concreta no mais curto espaço de tempo possível com relação aos homicídios que vêm ocorrendo na cidade”.

REFUTANDO REFORÇO DA PF

O secretário lembrou ainda que Serra Talhada ganhou um reforço de mais de 50 policiais militares e, por isso, não há necessidade de intervenção da Polícia Federal.

Veja também:   Justiça afasta 8 policiais militares após morte de índio em Carnaubeira

“Temos um reforço expressivo de mais de 50 policiais e não é necessário intervenção. O que o Estado tem que fazer é apurar de forma concreta através da Polícia Civil. Isto vem sendo feito. E buscar punir. Agora, são pessoas da cidade que procuram em determinado momento levantar a rotina do policiamento e buscar um momento para fazer a ação. Temos apreendidos armas na cidade, mas reforço: a resposta virá dentro do mais curto espaço de tempo possível sem que isto prejudique as qualidades das provas para serem apresentadas ao Ministério Público e a Justiça”.