
Fotos: Licca Lima/Farol
Entrevistado pelo Programa do Farol no Youtube neste sábado (4) e provocado a analisar a recusa da prefeita Márcia Conrado de uma ambulância UTI doada pelo Governo de Pernambuco, o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo da gestão Raquel Lyra, Diogo Alexandre, disse que a prefeita tomou uma decisão errada.
Diogo, que é ex-prefeito da cidade de Chã Grande, na Zona da Mata Sul, falou do seu exemplo quando era gestor municipal e disse que uma doação como essa, de uma ambulância UTI, poderia ser utilizada de forma estratégica pelo município através de parcerias. Mas recusar, nunca, pois “se trata da vida das pessoas”, alertou.
“Eu vejo que o gestor público, ele tem que ter a consciência que o cidadão que mora na cidade, ele não está preocupado se aquele problema dele é do prefeito ou da prefeita ou do governo do estado ou do governo federal, ele precisa que seja resolvido. Então, o cidadão, quando ele mora na cidade, independente de ser de baixa complexidade o serviço, de média ou alta, a gente, principalmente quando fala em saúde, estamos falando de vidas, da vida das pessoas”, disse.
“Tanto faz você chegar no hospital agora e ter todas as ambulâncias paradas e os médicos batendo papo. E de uma hora para outra pode ter um problema, mesmo que você tenha 10 ambulâncias, sair as 10 ambulâncias e chegar uma pessoa passando mal e dizer, não tem ambulância, que saiu tudinho agora em transferência. Então, quanto mais estrutura, quanto mais condições, automaticamente você tem uma condição melhor de atender a população”, afirmou Diogo Alexandre, continuando:
“Então, eu acho que não pode ter uma mistura. Não estou aqui para julgar ninguém, cada um que tem a sua consciência, mas uma coisa é você, uma política partidária, de você dizer, eu sou do lado de A a B, eu sou situação ou oposição. Mas quando você está à frente [de uma cidade], o cidadão não está preocupado quem é situação ou oposição, a pessoa está preocupada que quando um pai, a mãe, a esposa, o filho, a própria pessoa passar mal, chegar no hospital e ter o serviço.”
“O POVO NÃO QUER SABER”
O secretário de Raquel afirmou que, no final das contas, o povo não quer saber se a ambulância veio de A ou B, da oposição ou não, quer a prestação do serviço quando houver a possibilidade de executá-lo. E o município tendo uma ambulância desse porte iria fortalecer a saúde municipal.
“O povo não quer saber se aquele serviço [da ambulância] é responsabilidade do município, do governo do Estado, do governo federal, se é de média ou alta complexidade, é a vida das pessoas. Então, eu acredito que, de negar, não aceitar uma ambulância, independente de onde veio, eu sou contra, eu aceitaria, e os serviços, dentro das condições, a pessoa vai implementando e colocando.”
Assista a entrevista com Diogo Alexandre abaixo
23 comentários em Secretário de Raquel Lyra fala sobre recusa de ambulância UTI por ST: ‘É a vida das pessoas’