
Com informações do Metrópoles
Em meio à escalada militar no Oriente Médio, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (2) que o governo norte-americano adotará uma postura implacável diante de ameaças contra cidadãos do país. Ao mencionar o Irã, ele declarou que o presidente Donald Trump “lembrou ao mundo que ser norte-americano significa algo sólido” e advertiu: “se você matar americanos ou ameaçar, vamos caçar sem perdão e vamos aniquilá-los”.
A fala ocorreu no Pentágono, em Arlington, após os ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, realizados na manhã do último sábado (28).
Receba as manchetes do Farol primeiro no canal do WhatsApp (faça parte)
Durante a coletiva, Hegseth afirmou que a ação militar não teve como objetivo promover uma mudança formal de regime, mas sustentou que o cenário político iraniano já foi alterado pelos acontecimentos recentes. “Essa não é uma guerra de mudança de regime, mas o regime certamente mudou, e o mundo está melhor por isso. Hoje, em seu desespero, o inimigo está sem máscaras”, ressaltou.
O secretário também acusou Teerã de ter desperdiçado oportunidades de negociação. Segundo ele, o governo iraniano teria utilizado tratativas diplomáticas apenas para ganhar tempo e recompor seu arsenal de mísseis, além de retomar ambições nucleares. “Seu objetivo? Ameaçar as nossas forças, mas o presidente Trump não joga esse tipo de jogo”, reforçou.
Operação militar
Também no Pentágono, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, detalhou a operação. De acordo com o militar, a autorização presidencial foi concedida às 15h38 da sexta-feira (27), e a ofensiva começou por volta de 0h15, cerca de nove horas depois.
Caine classificou a ação como altamente sigilosa e baseada em surpresa e intensidade. “Essa operação foi extremamente confidencial, então, na hora H, o inimigo só veria velocidade, surpresa e violência de ação”, afirmou.
Segundo ele, tratou-se de um ataque em larga escala, com mais de mil alvos atingidos nas primeiras 24 horas, abrangendo diferentes frentes operacionais. O general acrescentou que as operações permanecem ativas e destacou que a ofensiva demonstra a capacidade dos Estados Unidos de “projetar poder em escala global, com velocidade, surpresa, precisão e força, quando e onde a nação demandar”.
Ataques e reação iraniana
Os bombardeios ocorreram na madrugada de sábado (28), no horário de Brasília, pouco depois das 8h pelo horário local de Israel. A ofensiva foi anunciada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada por Trump. Segundo Katz, a operação teve como finalidade “eliminar ameaças”.
Autoridades israelenses informaram que os alvos incluíam estruturas consideradas estratégicas para a segurança do país, embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados. Washington afirmou que a ação foi coordenada com Israel e voltada à neutralização de riscos iminentes à estabilidade regional.
Os fatos de Serra Talhada e região no Instagram do Farol de Notícias (siga-nos)
Em resposta, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que não haverá diálogo com os Estados Unidos após os ataques. “Não negociaremos com os Estados Unidos”, publicou na rede social X.
A mídia estatal iraniana confirmou ainda a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, aos 86 anos, em decorrência dos bombardeios. O governo de Teerã decretou luto oficial de 40 dias.
De acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho no Irã, 555 pessoas morreram e outras 747 ficaram feridas em consequência dos ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.