Secretário esclarece polêmica sobre presença de mães em escolas de ST
Imagem ilustrativa

Um pai de um aluno, com espectro autista, da Creche Municipal Anny Caroliny, no bairro Cohab, acusou a prefeitura de  Serra Talhada de colocar as mães para trabalharem “de graça” como mediadoras nas salas de aulas.

O homem alegou que sua esposa foi informada por uma supervisora da Creche que seu filho só continuaria estudando se a genitora o acompanhasse na sala de aula. Esse fato revoltou os pais.

Receba as manchetes do Farol em primeira mão pelo WhatsApp (clique aqui)

“Foi pedido para ela [esposa] que na ausência do mediador ela ficasse por meia hora na escola para deixar ele [filho] tranquilo. Mas, hoje foi dito que se ela quisesse que a criança estudasse, ela [mãe] teria que ficar o tempo todo lá. Eles querem um mediador de graça. A prefeitura não quer arcar com os custos de um mediador e querem que os pais trabalhem de graça” reclamou o pai.

Veja também:   1,7 mil famílias de ST têm direito ao kit gratuito de parabólica

Secretaria de Educação esclarece a situação

Em conversa com a reportagem do Farol, o Secretário Municipal de Educação, Edmar Júnior explicou que o processo de cadastramento para mediadores já está acontecendo e que foi realizado um chamamento público para estudantes devidamente matriculados em cursos de Pedagogia.

“Temos uma parceria com CIEE para estágio remunerado. Inclusive fizemos um chamamento público para que os interessados de Serra Talhada e de cidades vizinhas viessem fazer o cadastramento para serem encaminhados para as unidades de ensino que necessitam de um mediador” informou o gestor.

Veja também:   PE tem a 2ª menor taxa de mortalidade por Covid

Sobre PL de mediadores voluntários

Edmar esclareceu ainda que tramita na Câmara de Vereadores de Serra Talhada, o projeto de lei nº 010/2024 que estabelece o serviço voluntário de Auxiliar de Sala de Aula no âmbito das Escolas Municipais, com a finalidade de engajar a sociedade, garantir educação básica, superar questões de desenvolvimento, combater a exclusão social e, exercer o direito cívico.

“A mãe ou o familiar responsável pelo aluno vai ter um incentivo, uma ajuda de custo para acompanhar a criança em seu horário escolar. Este projeto já entrou em sua primeira votação e creio que semana que vem ele será aprovado. Então, está tudo encaminhado” concluiu o secretário.

Veja também:   Familiares convidam para missa de 1 ano em ST

Os principais fatos de Serra Talhada e região no Farol pelo Instagram (clique aqui)