Do g1

 Foto: Reprodução/WhatsApp

Seis alunas de uma escola estadual na Iputinga, na Zona Oeste do Recife, acusam um homem que prestava serviço na instituição de crime sexual. Segundo o avô de uma das garotas, câmeras de segurança da Escola Estadual Padre Dehon flagraram o suspeito pegando nas partes íntimas das jovens (veja vídeo acima).

O caso ocorreu, segundo as vítimas, na segunda (25). A queixa foi registrada na quarta (27) na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

O avô da menina, um taxista de 52 anos, disse ao g1 que tentou, com o celular, reproduzir as imagens gravadas pelas câmeras de segurança da escola. O vídeo mostra o momento em que o suspeito caminha entre os alunos.

O parente de uma das vítimas disse, ainda, que foi impedido por um funcionário da escola de filmar o vídeo que estava em um computador. Ele está revoltado com o que aconteceu com a neta e as colegas.

“Ele pegou no peito das meninas, nas partes íntimas, e está solto, porque a diretora não registrou queixa na segunda (25), que foi quando aconteceu. Então, ele não foi preso , porque passou a época do flagrante”, criticou.

O homem acusado pelas estudantes de crime sexual está em liberdade assistida e prestava serviço na escola por meio da Vara de Execução de Penas Alternativas (VEPA), do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Ele responde na Justiça pelos crimes de ameaça, falsidade ideológica, violência doméstica e perturbação da tranquilidade.

“A vontade que eu tive era chegar lá e partir para cima dele. É presidiário, foi para o colégio pagar a pena e foi atrás da filha dos outros. Eu acho errado do governo e do colégio colocar uma pessoa que bateu na ex-mulher, fez a maior confusão, em um lugar com com um monte de menina nova e perturbando, fazendo essas coisas”, criticou o avô de uma das vítimas.
Medidas
Por nota, a Secretaria de Educação e Esportes (SEE) confirmou que seis estudantes relataram “supostas investidas criminosas de cunho sexual” praticadas pelo homem e que os responsáveis foram chamados e registraram queixa.

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No entanto, o estado afirmou que a direção da unidade recebeu a informação sobre o possível crime na quarta (27).

“A escola está prestando todo o apoio possível às estudantes e suas famílias e está à disposição da Polícia Civil para contribuir com as investigações. O funcionário já foi afastado do serviço e está proibido de entrar na unidade de ensino”, disse, na nota.

Também por nota, a Polícia Civil disse que “os fatos estão sendo apurados” pela DPCA e que, no momento, não poderia fornecer outras informações.

O g1 também entrou em contato com o TJPE para pedir esclarecimentos sobre o encaminhamento do homem para prestar serviço na unidade de ensino, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.