Publicado às 06h05 desta quarta-feira (30)

Quem não sonha em ter um belo sorriso? E quando se perde todos os dentes aos 18 anos, se passam 20 anos e não consegue mais sorrir porque não foi possível recuperá-los? Pensou sobre isso? Agora o Farol conta a história do agricultor Paulo Evandro de Souza Fontes, 38 anos, morador do bairro Vila Bela, em Serra Talhada, que vive esse drama, porém mantém o sonho.

Assim que atingiu a maioridade, Paulo Evandro percebeu que seus destes começaram a se esfarelarem e procurou um odontologista para tratá-los, no entanto, o resultado não foi animador. Ele foi diagnosticado com Periodontite também conhecida como Piorreia e logo teve que extrair todos os seus dentes. A partir daí aquele jovem perdeu a alegria de sorrir.

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A perda total dos dentes aos 18 anos já foi uma situação difícil e ano após ano vem sendo obrigado a conviver sem os dentes, pois sua gengiva não se adaptou a prótese móvel devido ao desgaste e ele não tem condições de colocar uma fixa. Segundo Paulo Evandro, já fez várias tentativas tanto com próteses do serviço de saúde municipal quanto com próteses confeccionadas por consultórios privados, porém sem sucesso.

”Eu tenho um salário mínimo, mas tomo remédio controlado e o dinheiro só dar para as despesas de remédios e o meu sonho é conseguir colocar meus dentes. Fiz o orçamento de uma prótese parafusada e é muito alto, o valor é R$ 14 mil. Nunca tentei vaquinha online ou pedir ajuda a outras pessoas porque muitos não se sensibilizam e não ajudam, então minha esperança é comover algum médico que se voluntarie e de alguma forma queira me ajudar. Sei que com fé em Deus vai aparecer alguém porque ainda tem gente de bom coração no mundo. Eu ficarei eternamente grato porque minhas condições são minímas e pelo SUS não faz”, disse continuando:

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”Tentar a prótese convencional é desperdício e perda de tempo, já tentei 10 vezes, no mínimo, e não segura porque minha gengiva é curta e não tem como segurar. A última vez que tentei faz mais ou menos 1 ano e o médico disse que quanto mais tempo vai passando mais vai se desgastando e não segura. O próprio médico do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) disse que se fosse eu não mexia mais com isso porque é só desperdício de material”, lamentou Paulo Evandro.