Sem passageiros, motoristas fazem 'viagens solitárias' para ST

Fotos: Farol de Notícias/Max Rodrigues

Publicado às 05h desta sexta-feira (26)

Na manhã desta quinta-feira (25), a reportagem do Farol visitou o Terminal de Passageiros de Serra Talhada, no Centro, para averiguar a situação dos motoristas de lotação após o fechamento total de algumas cidade da região, no Alto Pajeú, e constatou que a categoria está passando dificuldades pela falta de passageiros, consequentemente afetando também a economia da Capital do Xaxado.

O motorista da linha São José do Egito/Serra Talhada, Rodrigo Lima, relatou o quão crítica está a situação a ponto de ter que abastecer seu veículo de transporte de passageiros com recursos do próprio bolso.

”A realidade é triste hoje. A gente está sem passageiros, se mantendo por conta própria, tirando do bolso para vir trabalhar. Hoje mesmo, coloquei combustível do meu bolso porque não tem passageiro, a situação hoje é crítica. Lá fechou tudo, sumiu passageiro, acabou-se auxílio, quem tinha um dinheirinho para sacar de Afogados ou Tabira que vinha com a gente de São José não vem mais. Não tem passageiro de forma alguma, sumiu criticamente”, lamentou continuando:

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”Fechou para a gente, dá para ver aqui no terminal, só tem motorista, não tem um passageiro. A crise é grande, tá feia, lá nem padaria estão abrindo porque não pode. A gente vai até onde a gente puder, porque infelizmente a gente não pode roubar para abastecer o carro, enquanto a gente tiver uma nota no bolso para abastecer a gente vem, mas quando não tiver a gente não vai poder fazer nada. E vai piorar, dizem que do dia 29 em diante o lockdown vai ser mais rígido, vai ter até rodízio de carros, então para a gente vai piorar mais ainda”, lamentou.

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Já José Erisvaldo da Silva, 43 anos, motorista da linha Petrolândia/ Serra Talhada, confirmou que na sua cidade o comércio está  totalmente fechado, fato que corrobora com o agravamento da falta de renda para garantir o pão à mesa dos trabalhadores da categoria, assim como pode faltar nas mesas de outras famílias que não estão trabalhando no atual momento. Ele ainda lamentou porque sequer conseguiu ter direito ao auxílio emergencial.

”Lá está tudo fechado, até Paulo Afonso também, inclusive Paulo Afonso, hoje, não abre nada. Quem tiver alguma coisa para resolver não tem como, tudo fechado e a crise tem só piorado. Eu vim com 2 passageiros, graças a Deus, tenho esses dois que moram lá e vou voltar com eles. Ando 164 km e para voltar mais 164 e a situação é a mesma, mas creio em Deus que há de melhorar. A situação que estamos vivendo é essa e nós temos que jogar tudo para poder ganhar o pão. É cada vez piorando e esse auxílio eu realmente nunca tive direito, tentei mas não tive direito.”

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