
Nesta sexta-feira (5), Giovanni Sá recebeu no Programa Falando Francamente, da Tv Farol de Notícias no YouTube, o médico Emanuel Cordeiro, do Hospital Eduardo Campos e a Delegada da Polícia Rodoviária Federal, Janete Daniel para falar sobre o protocolo de múltiplas vítimas, que será instalado em Serra Talhada, visando garantir atendimento em casos de acidentes de grande porte.
Durante entrevista, o médico Emanuel Cordeiro e a delegada da Polícia Rodoviária Federal, Janete Daniel, detalharam a construção de um protocolo regional para atendimento a múltiplas vítimas em casos de acidentes de grande porte em Serra Talhada e região.
Segundo Emanuel, a iniciativa surgiu diante do crescimento populacional da terceira macrorregião de saúde de Pernambuco e do aumento do fluxo de pessoas pela BR-232. De acordo com ele, a preocupação é garantir uma resposta rápida e organizada diante de situações envolvendo um grande número de feridos, como acidentes com ônibus ou outros sinistros de grandes proporções.
O médico destacou que o Hospital Eduardo Campos e o HOSPAM já operam com alta demanda, atendendo pacientes de 35 municípios das regiões de Serra Talhada, Afogados da Ingazeira e Arcoverde, além de receber casos regulados de diversas partes de Pernambuco e até da Bahia por meio da rede PEBA.
Emanuel também lembrou que já existe, desde 2022, um protocolo entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros para atuação no local das ocorrências. No entanto, a proposta atual amplia o planejamento para toda a rede de assistência, definindo o fluxo hospitalar e a coordenação das ações em situações críticas.
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“O protocolo de atendimento a múltiplas vítimas nasce da percepção de um problema, primeiro de um fato, não só em Serra Talhada, mas como a terceira macro-região se desenvolveu muito, cresceu muito, então a gente tem um fluxo de população muito grande, a BR-232 hoje, ela serve como transporte, como via de deslocamento de uma quantidade de pessoas absurda. Nós temos grandes linhas de ônibus percorrendo a BR-232, assim como também aqui em Serra, a gente também observa no crescimento populacional, educacional, a gente observa um adensamento populacional um pouquinho maior, então a criação do protocolo de múltiplas vítimas nasce a partir dessa percepção desse fato, de que Serra cresceu, a região cresceu, então a possibilidade de ter um sinistro, com um quantativo de pessoas maiores, acima de 10, 15 pessoas, nos chama a atenção, e aí a nossa preocupação, que foi o que eu provoquei, Janete, lá em outubro do ano passado, se tiver um acidente com múltiplas vítimas aqui em Serra, como é que a gente vai fazer?”, analisou Emanuel, complementando:
“A gente tem hospitais de grande porte, a gente tem o HOSPAM, o Hospital Eduardo Campos, que já tem uma demanda de pacientes muito alta, então se a gente, porventura, por exemplo, que são as nossas conjecturas, se tiver um acidente com um ônibus da Progresso, por exemplo, um ônibus da Progresso apresentar um sinistro, tiver um acidente com 50 pessoas, como é que a gente vai agir? Para onde a gente vai destinar esses pacientes? Como é que vai ser a triagem desses pacientes? E é uma preocupação recorrente nossa, quando eu estou lá no Hospital Eduardo Campos, que eu vejo que a gente está com sala vermelha com a capacidade limite, a gente está com a quantidade de pacientes limite, a gente recebe pacientes de toda a terceira macro-região, e aí para o pessoal que está em casa, a terceira macro-região, ela compreende as três gerências e as regiões de saúde, que é Afogados, Arcoverde e Serra Talhada”, acrescentou.
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A delegada Janete Daniel afirmou que a Polícia Rodoviária Federal abraçou a iniciativa por entender a importância de antecipar soluções para possíveis emergências. Segundo ela, diversas instituições já participam das reuniões preparatórias, incluindo Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, hospitais e secretarias de saúde. Ela também ressaltou que o protocolo prevê desde a classificação das vítimas até a definição de responsáveis pela segurança viária, isolamento da área, gerenciamento da crise e encaminhamento dos pacientes.
Apesar do avanço dos trabalhos, os participantes destacaram que a expectativa é que o plano nunca precise ser colocado em prática. Ainda assim, defendem que o preparo é fundamental para salvar vidas.
“Então, quando se fala em acidente para mim, eu sempre pensava, e se fosse comigo? E se fosse comigo? Então, quando ele me falou da criação desse protocolo, aí a minha cabeça já fervilhou, já fiquei pensando, quantos hospitais tem, quantas ambulâncias tem, quem vai ser responsável pela segurança viária, o IML. Então, durante as reuniões, tem agentes de segurança, a Polícia Civil está envolvida, a Polícia Militar está envolvida, o Corpo de Bombeiro está envolvido, a Polícia Rodoviária está envolvida, vários hospitais foram chamados, várias secretarias de saúde”, explicou Janete, complementando:
“A gente está mapeando todo mundo que pode ajudar em um acidente de grandes proporções e já delegando a função e temos muita esperança que nunca aconteça na nossa região, mas se um dia acontecer, estarmos preparados… Já teve reunião, já está bem adiantado o nosso protocolo, mas se um dia, por acaso, acontecer, nós estaremos prontos para atender as pessoas da melhor maneira possível e mais ágil possível, porque um minuto conta muito. A gente tem que saber quem é vermelho, para onde vai, quais as ambulâncias eu vou acionar, quem vai ficar responsável pelo perímetro, quem vai ser o gerente da crise, então, tudo isso está muito ensaiado e muito delegado para que, novamente, esperando que nunca aconteça, mas se acontecer, nós estaremos prontos para atender a população da melhor maneira possível e mais rápida, porque um minuto conta muito”, pontuou a delegada.
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