
A redução da jornada de trabalho e o ganho de mais tempo para a vida pessoal estão entre os principais pontos positivos apontados por trabalhadores de Serra Talhada durante mais uma edição do Fala Povo, nesta sexta-feira (16). Nas ruas da cidade, a reportagem do Farol de Notícias conversou com profissionais de diferentes áreas para saber como avaliam a redução da escala 6×1.
A escala 6×1, atualmente ainda vigente no país, é um modelo de jornada em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e tem apenas um dia de descanso. A discussão sobre sua redução envolve mudanças na distribuição dos dias trabalhados e das folgas semanais.
A aprovação da 5×2 nesta semana, há poucos dias do segundo turno das eleições ainda divide opiniões e mantém o debate em evidência entre trabalhadores, empregadores e representantes políticos.
Entre as entrevistadas, a expectativa é de que a mudança contribua para melhorar a qualidade de vida, permitindo mais tempo com a família, descanso, acompanhamento da saúde e até oportunidades para estudar ou desenvolver outras atividades profissionais, garantindo melhores condições de trabalho e mais equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
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A vendedora, Erinalda Claudino da Silva avaliou a possível mudança de forma positiva. Para ela, a redução da jornada pode beneficiar os trabalhadores sem necessariamente prejudicar as empresas, desde que exista diálogo entre as partes.
“Eu acho muito interessante, o funcionário vai ter mais tempo com a família, e também a empresa, eu creio que não vai se prejudicar, porque vai ser uma conversa entre funcionário e a empresa, que todo mundo vai se encaixar, mas vai ser muito bom, porque vai ser um tempo a mais que a gente vai ter com a família, para descansar, para resolver as coisas particulares, ir a um médico, para ter uma qualidade de vida, porque hoje a gente fica 100% ligado no comércio, 100% ligado no trabalho, a gente não solta, a gente não se desapega do trabalho. Com essa redução vai ser muito bom, porque a gente vai ter um pouco de tempo para cuidar da gente e para viver, a gente vive no trabalho também, porque o trabalho é o nosso sustento, mas vai ser muito bom, vai melhorar a qualidade de vida, que hoje a gente tem que pensar nisso, em qualidade.”
A cambista Kátia Nunes também aprovou a possibilidade de ter mais dias de descanso. Ela trabalha de segunda a sábado e destacou que a folga aos finais de semana faria diferença na convivência com a família.
“Eu gostei, por conta que a gente passa mais tempo em casa com a família, os finais de semana, por exemplo, porque eu trabalho de segunda a sábado, então se eu ficasse bom o sábado e o domingo seria melhor ainda em casa, mais que minha família.”
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Para a recepcionista Glória Stéfani, a mudança pode trazer benefícios que vão além do descanso. Ela destacou a importância de ter mais tempo para os filhos, os estudos e outras atividades, além de relacionar a redução da jornada à saúde mental e ao desempenho profissional.
“Eu achei que foi bom, tanto pelo fato da gente ser CLT e principalmente pra quem é mamãe também, né? Que vai ter aí mais um pouquinho de tempo em casa pra quem quer estudar, pra quem quer fazer um trabalho extra e eu acho que vai melhorar a nossa questão sobre a saúde mental, sobre o nosso desempenho no nosso trabalho também. Eu acredito que foi de bom em bom, não tenho nada contra, eu sei que pode ser que tenha algumas dificuldades, porque nem tudo é bom, nem tudo é flores, mas eu acredito que tudo pode se ajustar, tudo pode ser conversado e é isso.”