
O Dia da Saudade, celebrado em 30 de janeiro, é uma data dedicada a lembrar pessoas queridas que estão distantes, seja pela ausência física, pela rotina do dia a dia ou pela perda. O momento convida a demonstrar carinho, seja com uma mensagem, um gesto ou uma lembrança especial. A palavra “saudade”, tão marcante no idioma português, tem origem no latim e expressa um sentimento profundo de nostalgia e pesar provocado pela ausência de quem é importante para nós.
Nesta sexta-feira (30), a reportagem do Farol de Notícias esteve no centro de Serra Talhada, em mais uma edição do Fala Povo e conversou com algumas pessoas que compartilharam de que, de quem ou de onde sentem saudade.
Dona Marta Cascimiro é paraibana, mas reside em Serra Talhada e além de sentir saudade da sua terra natal, ela conta que sente saudade de seus familiares que estão distante e principalmente da paz: “Sou Paraibana, mas moro aqui em Serra há muitos anos. Eu sinto saudade da minha terra, do meu pai e da minha mãe, e das coisas do mundo, muita paz. Que Deus traga muita paz para nós, muita saúde, é o que sempre a gente tem que pedir, para ver se acontece”, pontuou.
Os fatos de Serra Talhada e região no Instagram do Farol de Notícias (siga-nos)
Rosane contou que sente saudade de alguns familiares e entes queridos que já faleceram: “Eu sinto saudade dos meus avôs falecidos, minha avó, sobrinhos também, que eu tenho que já é falecido e são essas pessoas que eu sinto realmente saudade”, afirmou.
Receba as manchetes do Farol primeiro no canal do WhatsApp (faça parte)
José Ailton Teixeira contou que sente saudade de muitas coisas e dentre elas, da epóca em que era mais novo, de algumas coisas que passou e de algumas pessoas que já não estão mais aqui: “Eu sinto saudade de tanta coisa, quando eu era mais novo, apesar de ainda não ser tão velho, mas a gente sente saudade das coisas que passou, das pessoas que se foram, e de coisas que antigamente eram mais fáceis. Antigamente a gente tinha mais liberdade de fazer certas coisas, hoje a gente é mais restrito”, explicou José continuando:
“Por exemplo, você é uma pessoa de cor, eu nunca tive preconceito com pessoas de cor, mas hoje a gente tem que ter certa sabedoria em falar com as pessoas para não atingir, para não machucar, porque apesar de eu ser um pouco mais claro, mas meus descendentes é tudo negro, e eu tenho bastante saudade daquele tempo que a gente vivia, quando era pequeno, infância, você abraçava um, abraçava outro, mas não tinha essa maldade que hoje a gente vê, a maldade tão grande no povo. O povo não tem mais amor ao próximo, se pega a certas coisas bem materiais, se pega as coisas que não levam você a nada e deixa de dizer para certas pessoas que o ama, que gosta, e eu sinto saudade da minha mãe, do meu pai, dos meus irmãos, da minha família, daquelas pessoas antigas, daquelas pessoas velhas, que hoje a gente tem necessidade de conversar com elas, de adquirir mais experiência e não tem mais, a gente não tem mais”, finalizou.