Fotos dos entrevistados do Farol de Notícias/ Amaysa Carvalho 

Publicado às 5h deste sábado (16)

Neste dia 15 de outubro, Dia do Professor, a reportagem do Farol de Notícias foi às ruas de Serra Talhada saber a opinião dos cidadãos serra-talhadenses sobre a profissão. Saiba quais professores mais marcaram a vida dos entrevistados e também o que eles pensam sobre a desvalorização.

 

 

FALA POVO DIA DO PROFESSOR

O policial militar Jurandir Pergentino de Souza, 39 anos, lembra dos seus professores de infância, como o saudoso professor Elry que era temido e respeitado por todos, ele ainda cobra maior valorização para os profissionais.  “Os primeiros professores sempre marcam nossas vidas, Dona França que me ensinou no Tibúrcio Valeriano, ela me marcou muito por ser minha primeira professora, também tem o professor Elry, que Deus o tenha, mas era o terror da galera, porque dava aula de geometria e muitas pessoas não gostavam, vamos dizer assim, ele era um cara de que incomodava, mas a gente sabia da qualidade, porém, aluno é bicho sem vergonha, gosta de moleza e ele marcou muito a minha vida, dentre outros que participaram da minha formação”, Jurandir detalhou, acrescentando:

“A profissão professor, não só eu como a maioria das pessoas, sabe que a profissão é desvalorizada, eu digo isso porque  essa pandemia mostrou muito, principalmente aos pais o valor que tem o professor e a paciência a qual ele deve ter e o quanto deve ser reconhecido, principalmente na parte financeira, eu dou o meu exemplo tinha dia que eu não aguentava nem olhar para os meus filhos em relação a ensinar alguma coisa, então quando você sente na pele a situação você passa a valorizar muito mais o trabalho desses profissionais que são tão pouco reconhecidos, espero que isso melhore para o futuro, a gente sabe que é difícil, já vem de vários anos, mas esperamos que isso melhore e as pessoas reconheçam muito mais os professores”.

O militar José Nunes, 58 anos, contou um fato curioso de sua adolescência, pois ele acabou se apaixonando pela professora, perdeu total contato com ela e hoje lembra dessa época com ternura e diversão. “Quando eu era adolescente teve uma professora que me marcou muito, eu me apaixonei por ela, depois arrumei emprego, fui embora e nunca mais tive contato, ela era muito bonita, na época  já era adulta mas parecia uma jovenzinha. O trabalho do professor é muito importante, é a base de tudo, pela importância que o professor tem na formação do cidadão deveria ser bem mais valorizado, porque se você não aprende o básico e não sabe de nada, o que você vai ser?”, José indagou.

A vendedora autônoma Maria Cícera da Silva, 40 anos, diz que sua primeira professora a marcou pela gentileza e também ressalta a importância de valorizar o profissional que nos ensina a ler. “Minha primeira professora me marcou muito, porque era muito gentil na sala de aula. Às vezes acho que a profissão não é valorizada, deveriam valorizar mais porque é uma profissão que merece, porque os analfabetos só se tornam bem estruturados através dos professores. Com conhecimento as pessoas não iam sofrer tanto golpe, como sofrem hoje em dia”, Maria ressaltou.

 

 

A professora municipal Socorro Almeida, 48 anos, fez belo relato sobre sua primeira professora, que a inspirou a seguir a mesma profissão.  “Eu tive uma professora que era muito dedicada, Dona Lúcia,  naquela época existia muita dificuldade para lecionar e eu lembro que a gente tinha que levar de casa um tamborete e ela com toda aquela dificuldade ela tinha muito amor à profissão e foi com ela que eu me inspirei a ser professora, sou professora porque gosto. O professor nunca é valorizado como deve, em relação ao salário eu estou satisfeita, claro que nós merecemos mais. O ser professor é uma profissão bonita, é uma profissão que faz com que o ser humano cresça porque a gente forma doutores, advogados, é a profissão das profissões, ser professor é algo extraordinário porque você leva conhecimento e conhecimento é para toda vida, você não se esquece, nosso trabalho é levar conhecimento e formar cidadãos”, Socorro salientou

A dona de casa Reginalda Marques Barros, 52 anos, lembrou com carinho da professora que marcou sua vida, ela ainda relatou que desde estudante valorizou a profissão. “Eu tive uma professora que marcou muito a minha vida, amava as aulas dela, era professora de português, ela se dedicava muito aos alunos, Dona Ana era professora da Escola Manoel Pereira Lins, não tinha distinção com nenhum aluno, tratava todos por igual, eu estudei com ela por muitos anos, acompanhou meu crescimento. É uma profissão trabalhosa, porque lutar com o ser humano não é fácil, tem que a pessoa ter força de vontade pelo o seu trabalho, tem gente que valoriza a profissão, tem gente que não valoriza, desde a época que eu estudava já valoriza, hoje tenho meus netos estudando, meus filhos estudaram e eu sempre entendi o lado dos professores”

O mototaxi Roberto Flávio Souza Batista, 42 anos, relatou que vários professores marcaram sua vida, mas nenhum como o saudoso professor Levi, que ia para além da sala de aula.  “Vários professores marcaram a minha vida durante meu tempo de estudante, principalmente pela forma de ensinar, cada um tinha sua forma particular. Professor Levi foi um dos professores que mais me marcou, por conta que no Colégio Industrial tinha uma oficina e como a gente frequentava bastante aprendemos muito com ele, não só eu como muita gente na nossa cidade, inclusive eu andei com um cliente agora a pouco e ele é metalúrgico em São Paulo e tudo começou com Professor Levi. A profissão ainda é desvalorizada, porém muito importante para a nação, uma profissão que merece ser valorizada, muitos pais deixam de resolver os problemas com os filhos em casa e jogam para os professores”, salientou.