Sindicalista critica silêncio do governo Márcia e convoca categoria para reagir

Fotos: Farol dde Noticias-Licca Lima

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhhada (Sintest), Veraluza Nogueira, foi uma das convidadas do programa Falando Francamente, na TV Farol, nesta quinta-feira (9), e não escondeu sua insatisfação com a falta de diálogo com o governo Márcia Conrado (PT).

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Segundo ela, a categoria vem tentando avançar, desde janeiro, em pontos importante como o reajuste do piso salarial, pagamento do rateio, auxiliares de creche, o PCCR e o descongelamento de salários.

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“Eu ando muito triste com alguns acordos que a gente tem feito na educação de Serra Talhada. Essa educação, para mim, não está fazendo muita coisa pelo trabalhador. O trabalhador faz muita coisa pelo alunado. Esses troféus que a educação ganha não são da prefeita (Márcia Conrado), nem do secretário (Edmar Júnior). O secretário não é prepotente, não é arrogante, mas está falhando com os acordos que a gente faz. A gente viu que, com o dinheiro que iria entrar, dava para pagar o reajuste de 10%, porque em todas as cidades vizinhas foi excelente. Nós fomos para a reunião com a proposta de 10%, trouxemos o retorno, e o secretário apresentou a proposta de que não daria para pagar mais que 6%, já com a proposta de levar o descongelamento e o PCCR em março”, disse Veraluza, acrescentando:

“No dia 20, não houve nenhuma fala sobre esse projeto, e eu precisava dar satisfação ao povo. Não aceitamos a proposta e dissemos que não era o valor que queríamos, mas levamos a resposta para a categoria, que já estava muito machucada. A categoria enviou a resposta ao secretário. Não concordou totalmente, mas, com a proposta do descongelamento e das progressões, a gente encaminhou o posicionamento. No dia 30, todo mundo recebeu a mesma coisa: nada de aumento”.

ASSEMBLEIA NA SEGUNDA-FEIRA

Ainda durante a entrevista, a sindicalista ciritou Edmar Júnior que disse ter repassado o projeto do reajuste à Procuradoria Jurídica, que colocou ‘uma pedra no assunto’. Como reação, a categoria pode vir, inclusive, até decretar estado de greve.

“A partir de segunda-feira (13), já está marcada uma assembleia, e não vamos aceitar mais os 6%. A prefeita manda e o secretário obedece. No sindicato, quem manda é a categoria, não é a presidente. Na próxima semana, teremos uma assembleia, e agora fica a critério da categoria. A proposta do sindicato é permanecer com os 10%; não abrimos mão. Os professores fazem de tudo para ensinar bem aos seus filhos, e, no dia em que seus filhos perderem aula, nós pagaremos, eles não vão perder nada. Mas nós não podemos trabalhar de graça”, disse Veraluza Nogueira, fazendo a convocatória.

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“Vamos agora para a assembleia e decidir lá. Vamos mostrar para que o sindicato veio: temos responsabilidade, não estamos de brincadeira. Em todos os lugares o sindicato é respeitado; aqui não é. Será uma assembleia decisiva. Vamos fazer uma parada de advertência e, depois, poderemos marcar a entrada em greve. Peço aos servidores que se juntem ao sindicato”.

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