
Nessa quinta-feira (5) aconteceu mais um capítulo da novela em torno do pagamento dos precatórios do FUNDEF. Professores e representantes do Sintest e da Aprost, se reuniram na Câmara de Vereadores com o procurador jurídico da Prefeitura de Serra Talhada, Cecilo Tiburtino, além dos vereadores Nailson Gomes e Zé Raimundo Filho.
O imbróglio ainda gira em torno do pagamento dos valores em conta única e o percentual. Em conversa com o Farol, a sindicalista Veraluza Nogueira disse que desde o mês de janeiro que busca uma reunião com a prefeita Márcia Conrado, e não conseguiu. Outra queixa dos professores é que a prefeitura quer reduzir o percentual de repasse de 60$ para 51% e a categria não aceita a proposta.
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VEREADOR PARTIU PRA CIMA
O tempo esquentou, secundo a presidente do Sintest, quando o vereador Zé Raimundo, fora de controle, se exaltou: “Zé Raimundo agiu aos gritos com uma porfessora que estava na reunião, batendo na mesa, no momento que a colega estava falando. Foi uma cena constrangedora”, disse Veraluza.
Ainda segundo ela, a professora chegou a passar mal após os ataques do vereador. “Faltou com respeito com todos nós. Por isso a razão da carta aberta. Houve até ameaça de processo para cima de nós. Por isso que estou procurando o Farol. Mas não vamos aceitar o que estão querendo fazer com a gente”, disparou,
CARTA PÚBLICA À SOCIEDADE DE SERRA TALHADA
RESPEITO À EDUCAÇÃO, RESPEITO AO POVO
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada – SINTEST, juntamente com a Associação dos Professores de Serra Talhada-APROST e o Sindicato dos professores – SINPRO, vêm a público relatar à categoria e à sociedade o grave episódio ocorrido na reunião realizada entre a comissão de acompanhamento dos precatórios do FUNDEF, representante do governo e parlamentar.
O que deveria ser um espaço de diálogo institucional transformou-se em cenário de desrespeito e intimidação. Representantes da categoria foram tratados de forma hostil, por um parlamentar exaltado com gritos e batidas na mesa.
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É inadmissível que representantes eleitos tentem intimidar quem está apenas cumprindo seu papel de representar trabalhadores e levar informações à categoria.
É preciso lembrar algo fundamental:
• Os mandatos públicos não pertencem aos políticos, pertencem ao povo;
• A Constituição Federal é clara. O artigo 1º estabelece que o Brasil é uma República Federativa, e seu parágrafo único afirma;
• “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”
Isso significa que quem ocupa cargos públicos deve respeito à população e às instituições que representam os trabalhadores.
O que presenciamos nessa reunião foi o oposto disso: tentativas de constranger representantes da categoria.
Reafirmamos: não aceitaremos intimidações.
Os representantes sindicais estavam ali exercendo um direito legítimo e cumprindo um dever com a categoria. A tentativa de silenciar quem representa os trabalhadores é um desrespeito não apenas aos sindicatos, mas a todos os profissionais da educação de Serra Talhada.
Não estamos em uma monarquia onde governantes agem como se o poder lhes pertencesse. Vivemos em uma República, onde o poder pertence ao povo e deve ser exercido em seu nome e em seu benefício.
O SINTEST, a APROST e o SINPRO seguirão firmes na defesa da categoria, informando a população, acompanhando cada etapa do processo dos precatórios e denunciando qualquer tentativa de desrespeito, intimidação ou desvalorização dos trabalhadores da educação.
A categoria merece respeito. E respeito não se impõe com gritos ou ameaças, se pratica com responsabilidade pública.
VERALUZA NOGUEIRA DE LIMA E SILVA
PRESIDENTE
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