
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (Sintest), Veraluza Nogueira, afirmou nesta terça-feira (6), durante entrevista ao programa Falando Francamente, da Tv Farol de Notícias no YouTube, com Giovanni Sá, que a categoria realizará uma assembleia nesta quarta-feira (7) para decidir sobre a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado na rede municipal de ensino.
Segundo Veraluza, a decisão ocorre após meses de tentativas de negociação com a gestão municipal. Ela afirmou que o sindicato tem encaminhado ofícios e buscado reuniões com a gestão, mas ainda não conseguiu avançar nas discussões com a prefeita Márcia Conrado.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelo Sintest estão a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), o enquadramento dos profissionais que atuam como auxiliares de creche e a realização de concurso público para a área da educação.
Durante a entrevista, Veraluza também respondeu à preocupação de pais de alunos sobre os possíveis impactos de uma greve. Ela afirmou que, caso a paralisação seja aprovada, os dias letivos deverão ser repostos pela categoria.
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“A gente vem há muitos dias, muitos meses, tentando conversar com a gestora. Marca a reunião e não consegue. Marca a reunião e não consegue. Mesmo que acontecesse a greve, nós não somos irresponsáveis de deixar os filhos deles sem aula. Os 200 dias letivos durante o ano a gente vai completar, com nossa carga horária completinha. Antes de criticar a nós, servidores, os trabalhadores, os professores, a merendeira, todo mundo de uma instituição, primeiro vá ouvir também nossa categoria”, afirmou.
A presidente do Sintest também pediu que pais e responsáveis acompanhem as reivindicações dos profissionais e participem do debate sobre a situação da educação municipal.
PLANO DE CARGOS, CARREIRAS E REMUNERAÇÃO (PCCR)
De acordo com Veraluza, o PCCR é atualmente a principal reivindicação apresentada pelo sindicato. Ela afirmou que a categoria espera há cerca de seis anos por avanços relacionados ao plano. A sindicalista também citou o enquadramento dos profissionais que trabalham como auxiliares de creche entre as demandas apresentadas à gestão municipal.
Segundo ela, a categoria entende que a legislação federal sancionada em janeiro deste ano ampara a reivindicação. A presidente afirmou ainda que, caso não haja abertura para negociação com a prefeitura, o sindicato poderá buscar medidas judiciais. A assembleia desta quarta-feira deverá definir se a categoria entrará ou não em greve e quais serão os próximos passos do movimento.
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