
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST) cobra uma resposta da prefeitura sobre reivindicações apresentadas pela categoria e já se prepara para uma mobilização na próxima segunda-feira (28). A decisão foi tomada durante assembleia realizada na segunda-feira (21), após, segundo o sindicato, meses de cobranças sem retorno da administração municipal.
Entre os pontos apresentados estão a elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), a realização de concurso público para a rede municipal de ensino e o enquadramento das auxiliares de creche nos termos da Lei nº 15.326/2026.
De acordo com a presidente do SINTEST, Veraluza Nogueira, em contato com a reportagem do Farol de Notícias nesta quarta-feira (23), antes mesmo do novo ofício encaminhado à Secretaria Municipal de Educação, a entidade já havia solicitado respostas desde junho. Segundo ela, os documentos enviados anteriormente não teriam recebido retorno da gestão municipal.
No caso do PCCR, o sindicato afirma que ainda não recebeu uma minuta para discussão nem informações sobre o cronograma para conclusão e encaminhamento do projeto à Câmara de Vereadores. A categoria também cobra informações sobre a realização de um concurso público, incluindo a definição da banca organizadora e a previsão para publicação do edital.
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Outro ponto envolve as auxiliares de creche. O SINTEST quer informações sobre o levantamento dos profissionais que atendem aos critérios previstos na legislação federal e sobre a previsão de enquadramento dessas servidoras no novo plano de carreira.
Diante da falta de respostas, a categoria decidiu realizar uma paralisação de advertência na próxima segunda-feira (28). Na mesma data, segundo a presidente, haverá uma nova assembleia para avaliar os próximos passos do movimento.
O ofício encaminhado pelo SINTEST estabelece o dia 25 de setembro como prazo para que a Secretaria Municipal de Educação apresente uma resposta formal sobre as três pautas. Caso não haja retorno ou as medidas apresentadas não atendam às reivindicações, a categoria deverá discutir a possibilidade de uma paralisação mais ampla na assembleia do dia 28. O sindicato afirma que a paralisação não é o objetivo principal e que permanece aberto ao diálogo com a administração municipal para buscar uma solução negociada.