Do Diario de Pernambuco
O romancista Abdulrazak Gurnah, nascido na Tanzânia e que mora há vários anos no Reino Unido, foi anunciado nesta quinta-feira (7) como o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura pela Real Academia Sueca.
Gurnah, que cresceu na ilha de Zanzibar mas chegou à Inglaterra como refugiado no fim da década de 1960, foi premiado por sua escrita “empática e sem compromissos dos efeitos do colonialismo e o destino dos refugiados presos entre culturas e continentes”.
Gurnah publicou 10 romances, além de livros de contos, e é conhecido sobretudo pelo livro “Paradise” (“Paraíso”) de 1984, ambientado no leste da África durante a Primeira Guerra Mundial, finalista na época do Booker Prize de ficção.
Nascido em 1948, ele começou a escrever aos 21 anos no exílio na Inglaterra, e apesar do suaíli ser a sua língua materna, sua ferramenta literária é o inglês, recordou a Fundação Nobel.
O prêmio consiste em uma medalha e na quantia de 10 milhões de coroas suecas (980.000 euros, 1,1 milhão de dólares).
No ano passado, a vencedora do Nobel de Literatura foi a poeta americana Louise Gluck.
Para 2021, a Academia havia prometido ampliar seus horizontes geográficos, mas seu presidente destacou no início a semana que o “mérito literário” continuava sendo o “critério absoluto e único”.
Com a pandemia de Covid-19, pelo segundo ano consecutivo o vencedor receberá o prêmio em seu país de residência.