Teatro no Recife apresenta risco de desabamento
Foto: Reprodução/ TV Globo

Do G1

Fechado há mais de cinco anos e alvo de invasões, furtos, depredação e até um incêndio em 2024, o Teatro Valdemar de Oliveira, no bairro da Boa Vista, área central do Recife, foi classificado pela Defesa Civil do Recife como imóvel de alto risco de desabamento.

O espaço, que possui mais de meio século de história e teve papel importante na formação de gerações de artistas, está em estado de abandono desde o encerramento das atividades. Segundo a Defesa Civil, o imóvel foi enquadrado na categoria de risco alto (R3), com possibilidade de colapso estrutural.

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O prédio está em processo de tombamento e pertence ao Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), que se posiciona contra a medida por entender que ela pode dificultar negociações para recuperação e reativação do espaço.

Além dos danos estruturais, há indícios de que o local estaria sendo utilizado como moradia. Em vistorias recentes, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) apontou a necessidade de ações emergenciais no prédio, como recuperação das alvenarias, recomposição da cobertura, retirada de entulhos, drenagem de água acumulada e isolamento da área.

O Ministério Público informou que recebeu o relatório da Defesa Civil e solicitou informações complementares à Prefeitura do Recife sobre as providências adotadas. O órgão deu prazo de até 20 dias para resposta.

Procurada, a gestão municipal informou que realizou vistoria em fevereiro de 2024, após um incêndio no local. Segundo a prefeitura, os técnicos constataram que o imóvel estava abandonado e em estado precário de conservação, com cobertura destruída, ausência de revestimento, além de umidade, fissuras, ferragens expostas e desprendimento de materiais.

Em nota, a administração municipal afirmou que o relatório recomendou aos responsáveis pelo imóvel a realização de obras de recuperação, com acompanhamento de profissionais habilitados. Ainda segundo a prefeitura, o imóvel foi classificado como R3, indicando risco alto e necessidade de reparos imediatos diante do comprometimento estrutural.

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O teatro possui proteção provisória prevista em lei, mas, de acordo com a Fundarpe, até o momento não foram apresentados projetos ou planos de recuperação pelos responsáveis. A instituição também informou que o processo de tombamento segue em análise técnica e ainda não há parecer final.