Do JC Online

Os técnicos administrativos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)Universidade Rural de Pernambuco (UFRPE) vão realizar um ato, nesta quarta-feira (3), em frente a Faculdade de Direito do Recife, no bairro da Boa Vista, às 14h. Eles estão em greve desde o dia 11 de março. 

Segundo a categoria, os TAEs têm o pior plano de carreira do serviço público federal e um dos piores salários, o que evidencia a dificuldade das universidades em realizarem contratações. Também participam desta mobilização, os técnicos e professores do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), que passam a aderir a greve a partir desta quarta-feira.

“A partir do início da greve o governo, principalmente o Ministério da Educação, que não vinha discutindo nossa pauta, chamou nossa categoria para uma reunião sobre a reestruturação da nossa carreira. Isso mostra que a greve está bastante forte e que vem incomodando o ministro da Educação, Camilo Santana, e a partir de agora é que vai começar as negociações”, afirmou o o coordenador do Sintufepe (Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais – Seção UFPE) Danilo Araújo, em entrevista a coluna Enem e Educação, na última quinta-feira (28).

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“O governo até agora não apresentou uma proposta para reajuste salarial, mas abriu a negociação da reestruturação da carreira, o que inicialmente é um avanço porque ele sequer reconhecia esse debate”, completou o dirigente.

Araújo também explicou que os técnicos administrativos veem negociando com a reitoria da UFPE a pauta da essencialidade, ou seja, os serviços que não podem ter seu funcionamento prejudicado por causa da paralisação das atividades, a exemplo de setores do Hospital das Clínicas (HC), Assistência Estudantil, os biotérios e os setores do Núcleo de Tecnologia.

“Na universidade somos mais de 3800 técnicos e a greve foi assumida pela ampla maioria da categoria. Os TAEs vem se reunindo com a reitoria para definir os trabalhos essências (relacionados ao HC, segurança, etc.) que não podem ser suspensos com a greve, uma vez que os servidores ainda não tem uma lei que regulamente o direito de greve”, disse Danilo Araújo.

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GREVE NACIONAL

 A greve dos servidores nacionais que atuam na área de educação, será realizada por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), o movimento contará com a adesão de mais de 230 unidades de ensino em pelo menos 18 unidades federativas.

Coordenador geral do Sinasefe, David Lobão diz que a greve abrangerá professores e funcionários técnico-administrativos dos Institutos federais de mais de 600 campi; Colégio Pedro II; Instituto Nacional de Educação de Surdos; Instituto Benjamin Constant; bem como colégios e escolas federais vinculadas ao Ministério da Defesa.