
Com informações da CNN Brasil
A Terra entrou em estado de atenção devido à previsão de uma tempestade geomagnética provocada por uma forte erupção solar de classe X8.1, registrada no início desta semana. Segundo estimativas de especialistas, os efeitos do fenômeno devem alcançar o planeta entre esta quinta-feira (5) e sexta-feira (6).
De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a explosão no Sol provocou a ejeção de material solar em direção à Terra. Apesar da intensidade da erupção, os impactos esperados são considerados moderados, classificados como G1, em uma escala que vai até G5.
Entre os efeitos previstos está o aumento da probabilidade de auroras boreais, especialmente em regiões mais ao norte do planeta. Ainda assim, a Nasa alerta que erupções solares podem provocar interferências em comunicações de rádio, redes elétricas, sistemas de navegação e até representar riscos para astronautas em missão.
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Nova sequência de explosões solares
Além da erupção X8.1, a Nasa registrou, nesta quarta-feira (4), mais uma explosão solar de grande magnitude, classificada como X4.2, considerada severa. O fenômeno teve origem em uma região ativa do Sol conhecida como mancha AR4366.
Essa foi a sexta erupção de classe X em apenas quatro dias na mesma área. Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mancha AR4366 possui cerca de dez vezes o tamanho da Terra e permanece altamente ativa.
Entre domingo (1º) e quarta-feira (4), foram registradas as seguintes erupções de classe X nessa região: X1.0, X8.1, X2.8, X1.6, X1.5 e X4.2.
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Entenda o fenômeno
As erupções solares fazem parte da atividade natural do Sol e ocorrem com frequência ao longo do ano. No entanto, uma sequência intensa de explosões da classe X em um curto intervalo de tempo é considerada incomum.
O Sol segue um ciclo magnético de aproximadamente 11 anos, período em que seu campo magnético se inverte, provocando variações como o surgimento de manchas solares e erupções mais intensas.
Esses eventos são classificados conforme sua intensidade. As erupções de classe X são as mais poderosas, com potencial para afetar satélites em órbita, comunicações e sistemas tecnológicos na Terra. Já as de classe M têm impacto moderado, enquanto as classes C, B e A são progressivamente menos intensas e, em geral, sem efeitos perceptíveis no planeta.