Se executada, Christa Pike será a primeira mulher submetida à pena de morte no estado do Tennessee desde o ano de 1820 - Foto: Reprodução/Departamento Penitenciário do Tennessee
Se executada, Christa Pike será a primeira mulher submetida à pena de morte no estado do Tennessee desde o ano de 1820 – Foto: Reprodução/Departamento Penitenciário do Tennessee

Do FolhaPE

O estado do Tennessee vai executar nesta quarta-feira (30) uma mulher pela primeira vez em 200 anos, três décadas após a condenação à morte pelo assassinato de uma colega de turma no estado conservador do sul dos Estados Unidos.

Christa Pike, hoje com 50 anos, tinha 18 quando ela e o namorado espancaram e mataram Colleen Slemmer em um acampamento de formação profissional para jovens. Seu namorado, então com 17 anos, foi condenado à prisão perpétua.

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O assassinato em 1995 chamou a atenção nacional depois que o corpo de Colleen foi encontrado com uma estrela de cinco pontas gravada no peito, símbolo que costuma ser associado ao satanismo.

A execução por injeção letal está prevista para as 10h00 locais (12h00 de Brasília) desta quarta-feira no presídio de segurança máxima Riverbend, em Nashville.

Christa Pike será a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte. Nos Estados Unidos, apenas 18 mulheres foram executadas desde 1976, de acordo com a mesma fonte.

O caso de Pike gerou debate sobre a pena capital para jovens criminosos.

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Seus advogados argumentaram que ela deveria receber clemência devido à pouca idade e aos problemas de saúde mental que enfrentava na época do assassinato.

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“Ela tinha 18 anos quando cometeu o crime e sofria de uma doença mental grave”, escreveram em um pedido de clemência ao governador do Tennessee, Bill Lee, que declarou que não vai intervir.

Christa Pike sofria de transtorno bipolar e estresse pós-traumático desde a infância, mas só foi diagnosticada após a condenação à morte, segundo os advogados.

“Ela era uma menina que suportou estupros reiterados, violência sexual, abandono e traumas profundos. No momento do crime, carregava as cicatrizes da violência, da negligência e de uma doença mental não tratada”, afirmam.

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou na terça-feira um pedido de última hora para suspender a execução, que alegava que os problemas de saúde mental e uma condição sanguínea fariam com que a injeção letal provocasse um “sofrimento desnecessário”.

Um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU pediu ao governo dos Estados Unidos e às autoridades do Tennessee que “interrompam imediatamente” a execução e comutem a sentença de morte.

“A execução de Pike marcaria a culminação de uma trajetória de intenso sofrimento físico e psicológico, caracterizada por abusos na infância e por quase três décadas de isolamento no corredor da morte”, apontaram.

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