Do g1

O diretor do Hospital da Restauração, Miguel Arcanjo, explicou que o vazamento aconteceu em uma tubulação que extravasou na sala laranja 1 e a água terminou se espalhando também pelas salas vermelha e laranja 2 (veja vídeo acima). Ele afirmou que nenhum paciente sofreu danos.

“Caiu água em paciente, mas teto não. Os pacientes que estavam nas (salas) laranjas e na vermelha foram evacuados, levados para outro setor do hospital. Limpamos todas as áreas e os pacientes estão de volta e, graças a Deus, não aconteceu nada demais, está tudo está sob controle”, disse.

O acesso aos visitantes foi temporariamente bloqueado na unidade de saúde. Paulo Roberto está com o pai internado na ala vermelha e ficou revoltado com a falta de informações.

“Está lá dentro e não deram informação nenhuma ainda. Só fizeram isso aqui, reforçaram aqui na frente a segurança para que a gente não tivesse acesso ao local onde tem informação. Isola a família e seja o que Deus quiser lá dentro”, declarou.

Resposta do governo

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) afirmou que o vazamento de água ocorrido no Hospital da Restauração “se deu por conta do rompimento de uma tubulação de água potável”. O caso aconteceu no 1º andar, em uma das salas da enfermaria, e “a vazão da água pressionou duas placas de gesso, fazendo com que cedessem”.

No texto, a SES declarou que “o problema foi pontual e não está relacionado a estabilidade estrutural do prédio”. Também disse que, segundo a direção do hospital, “não houve registro de pacientes feridos ou atingidos e o serviço não foi paralisado”.

Após o ocorrido, a equipe médica removeu, provisoriamente, 10 pacientes da sala vermelha e 86 pacientes da sala laranja. Segundo a SES, todos eles retornaram às salas.

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“A equipe de manutenção, que também foi acionada, conteve o vazamento em poucas horas, assim como a equipe de limpeza, que higienizou o local. Por prevenção, foram retiradas outras placas de gesso até o total reparo da tubulação e recolocação das placas”, disse a SES.

O g1 também procurou o governo de Pernambuco para pedir um posicionamento sobre as críticas à gestão da área de saúde pelo Executivo estadual, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.