Do Metrópoles

Foto: Reprodução/Twitter Exército Brasileiro

A última triste atualização referente às chuvas e aos deslizamentos em Pernambuco traz 93 mortos, 26 desaparecidos e mais de 6 mil pessoas desabrigadas. A tragédia é a maior desde 1975, quando Recife passou por uma cheia e, segundo testemunhas e registros da época, a cidade ficou submersa e 107 pessoas perderam a vida.

Ou seja, em número de mortos, a situação atual pode até superar aquela dos anos 1970. A diferença, segundo o geógrafo e professor Osvaldo Girão, em entrevista ao G1, é a causa dos falecimentos. “Em 1975, muita gente morreu por problemas cardíacos, por contaminação de água e principalmente por afogamento”, analisa Girão.

Agora, segundo o especialista, mais da metade pode ter morrido por causa do movimento de morros e encostas.

Osvaldo Girão lembra que o número atualmente pode aumentar, uma vez que ainda há pessoas desaparecidas nas áreas atingidas. O impacto das chuvas e dos deslizamentos poderia ter sido maior, de acordo com o historiador Leonardo Dantas.

“Essas chuvas teriam sido muito piores se, em 1979, não tivessem começado o programa de proteção dos morros. Se não tivesse feito isso, a situação do Recife seria pior que a de Petrópolis (no Rio de Janeiro). O (Rio) Capibaribe recebeu água, mas as barragens do Carpina e do Goitá seguraram. Estão transbordando, mas não romperam”, lembra Dantas.

O Instituto de Meteorologia (Inmet) emitiu, na segunda-feira (30/5), alertas vermelhos para outros dois estados, Alagoas e Sergipe. Também nesta segunda-feira, a Defesa Civil Nacional advertiu para o risco de chuvas intensas em 119 cidades dos estados de Alagoas, Pernambuco e Sergipe. Veja as listas completas aqui e aqui.

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