Trump diz que não tomou partido nas eleições no Brasil a pedido de Lula
Foto: Wikimedia Commons

Do g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29) que não tomou partido nas eleições do Brasil a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Trump também afirmou que falará com Lula, mas, novamente não disse se reconhece a vitória do presidente brasileiro. Questionado sobre quem, para ele, havia vencido as eleições no Brasil, ele respondeu que “não quero comentar isso agora”.

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E voltou a criticar o pleito, que chamou de “vergonhoso”, sem apresentar provas.

“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro”, afirmou o presidente dos EUA. “Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, disse.

Nos EUA, Trump enfrenta uma eleição decisiva para o restante de seu mandato. No próxima terça (3), os americanos vão às urnas para renovar a Câmara e parte do Senado. Projeções eleitorais indicam que os democratas têm chances de conquistar o controle das duas Casas do Congresso. Diante desse cenário, o republicano já levantou dúvidas se aceitará o resultado das urnas. “Respeitarei, se forem eleições honestas”, afirmou Trump.

Contrariando a postura que tem adotado em eleições na América Latina, Donald Trump não apoiou publicamente nenhum candidato no pleito do Brasil. O governo brasileiro ainda não havia comentado, até a última atualização desta reportagem, a declaração de Trump de que Lula pediu ao norte-americano não se posicionar.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reunirá com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante o encontro de chanceleres do G20, que acontece na sexta-feira (30) e no sábado (31) em Atlanta, nos EUA.

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Na quarta-feira (28), também sem apresentar provas, Trump afirmou que as eleições no Brasil foram “muito estranhas”, mas negou se pronunciar sobre a carta que o senador Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições, divulgou, em que autointitulava-se “líder do Brasil”.

Ele também disse ter aprovado a ida de Flávio aos Estados Unidos, mas afirmou que não se envolveria no tema. “Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, afirmou, na ocasião.

O senador chegou aos EUA na quarta em um avião privado após deixar o Brasil por uma fronteira terrestre com a Argentina. O trajeto incluiu uma escala no Equador antes da chegada aos Estados Unidos.

As alegações de fraude eleitoral, divulgadas sem apresentação de provas, contrastam com o resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado eleitoral, mas pediu esclarecimentos à Justiça.

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