Valdemar Costa Neto é preso em operação da PF que mira Bolsonaro
Valdemar Costa Neto – Foto: Reprodução

Por InfoMoney

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, foi preso nesta quinta-feira (8) na operação da Polícia Federal (PF) que investiga se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados tramaram uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

Valdemar foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. O político era inicialmente alvo de mandado de busca e apreensão na operação Tempus Veriratis, que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito no Brasil.

Segundo informações do g1, a arma encontrada na residência do presidente do PL estava com a documentação vencida e era registrada no nome do filho de Valdemar. O flagrante se deu enquanto os agentes da PF faziam buscas em um dos endereços do político.

Veja também:   Temer diz que até março Previdência estará "liquidada"

A PF cumpre 33 mandados de busca e apreensão, 4 mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares na operação Tempus Veritatis. As cautelares incluem a proibição de manter contato com os demais investigados; a proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes em até 24 horas; e a suspensão do exercício de funções públicas.

Entre os alvos da PF estão, além de Valdemar Costa Neto: o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022; o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército; e Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro, apontado como um dos principais nomes do chamado “gabinete do ódio” instalado no Palácio do Planalto durante a gestão anterior.

Veja também:   Auxílio Brasil: Saiba se você receberá o 13º salário

PF deflagra operação para investigar tentativa de golpe em 2022; Bolsonaro e aliados são alvos

Segundo a corporação, apurações apontam que “o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022”

Até o momento também foram presos na operação Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro, e Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor especial do político. As medidas judiciais foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito das milícias digitais.

Veja também:   Homem de 21 anos que desapareceu após show sertanejo é encontrado morto

Bolsonaro também foi alvo de medidas restritivas. Moraes proibiu o ex-presidente de entrar em contato com investigados e determinou que ele entregue seu passaporte em até 24 horas.